O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a suspensão da votação que poderia resultar na cassação do mandato do deputado estadual Renato Freitas (PT). O magistrado negou um recurso apresentado pela...
A operação Vigilância Aproximada, desencadeada na semana pela Polícia Federal direcionou a investigação para o ex-diretor da ABIN, Alexandre Ramagem, que foi nomeado pelo presidente Bolsonaro, que atualmente é deputado federal pelo partido PL-RJ.
Hoje a PF mirou a investigação no Carlos Bolsonaro, por ter supostamente sido beneficiado das informações produzidas pela chamada “Abin paralela”. Segundo a PF o ex-diretor-geral da Abin utilizou o software First Mile para monitorar aproximadamente 1,5 mil pessoas.
Com tantas ameaças que Bolsonaro e sua família recebiam de opositores extremistas nas redes sociais, não é de se dúvidar que, algumas milhares de pessoas tenham sidas investigadas pela ABIN, e, também acompanhada por alguém da família do presidente. Afinal, é uma das atribuições da ABIN prevenir possíveis atentados ou ataques que colocam em risco o presidente da República, e sua família.
Tudo isso não é novidade para ninguém, na história desse país sempre houveram intervenções paralelas ainda que de forma velada ou mesmo explicita, por parte de diversos de órgãos ou departamento de governo, seja do legislativo, ou da justiça.
Vale lembrar, que no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, havia grupo de agentes públicos, que hackeavam blogs e sites de jornalistas para alterar informações. Outrora, nomeação de político corrupto para cargo público, com proteções especiais e imunidade, para blindar de investigação da justiça.
Fato é que dentro dos órgãos e departamentos existem agentes públicos com ligações políticas opostas, que exercem funções estratégicas. Porém, formam conluios secretos, que alimentam fontes de adversários políticos.
Tudo não passa de simples picuinhas de agentes públicos ociosos que formam grupos para fazer jogo político e mostrar força para ganhar notoriedade e poder dentro do governo. Quando deveriam se limitar dentro de suas funções pública de combate a corrupção, e desvio de dinheiro público, que falta para atendimento médico hospitalar, escolas e educação de qualidade, na construção de ferrovias e rodovias, e outras obras de infraestrutura necessária para o desenvolvimento econômico social do país.
Na política tudo não passa de uma quebra-de-braço entre os poderes, e ganha quem está mais aparelhado com peças estrategicamente colocada dentro dos orgãos constituídos, e com forças paralelas.
Por exemplo, no judiciário, 20% dos magistrados são indicados pela OAB, quem têm nas mãos essa instituição, terá mais chances de ter representantes alinhados com seus viés político ideológicos.
Outro fator que favorece aqueles grupos que perpetuam no governo, são as indicações políticas para ministros das cortes superiores do judiciário, como por exemplo: indicações de ministros do STJ e do STF, que por sua vez, também indicam os ministros do TSE.
Sendo assim, todas as ações, que porventura caiam nas mãos desses magistrados, tendem a ser favoráveis aos donos do Poder Executivo, que agregam maior força coesão política.
Portanto, a política é como um tabuleiro de xadrez, depende de quem está jogando e da peça que move a cada jogada. Só que no sistema político brasileiro, algumas peças desse tabuleiro têm poderes divinos e são imunes a qualquer regra do jogo.
Então, é neste momento que a democracia perde o equilibrio e sucumbe nas trevas dominada por forças escusas do maligno infiltrado nas entranhas dos poderes da Republica.
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