Documento enviado ao Congresso americano afirma que facções transformaram o Brasil em um “centro de distribuição global de cocaína” O governo americano afirmou nesta quarta-feira, 16, que o Brasil falhou “em confrontar as organizações terroristas...
O jornal The Global Times, que possui ligações com o Partido Comunista da China (PCCh), na última sexta-feira (7), publicou uma matéria pedindo que o país comunista planeje ataques com mísseis contra a Austrália, caso o país decida se juntar aos Estados Unidos para ajudar Taiwan.
Com o título “China precisa fazer um plano para deter forças extremas da Austrália”, Hu Xijin, editor-chefe do jornal, sugere que o país comunista “faça um plano para impor uma punição retaliatória contra a Austrália, uma vez que interfere militarmente na situação [no Estreito de Taiwan].”
“O plano deve incluir ataques de longo alcance às instalações militares e instalações importantes em solo australiano, se realmente enviar suas tropas para as áreas offshore da China e combates contra o Exército de Libertação do Povo.
“A China tem uma forte capacidade de produção, incluindo a produção de mísseis de longo alcance adicionais com ogivas convencionais que visam objetivos militares na Austrália quando a situação se torna altamente tensa. Além de fazer o plano, a China também deve divulgar esse plano por meio de canais não oficiais para deter as forças extremas da Austrália e impedi-las de assumir o risco e cometer ações irresponsáveis”, escreveu o jornal.
O artigo foi publicado depois que o PCCh “suspendeu indefinidamente” as negociações econômicas com a Austrália na última semana.
Ainda no mês passado, Mike Pezzullo, secretário de Assuntos Internos da Austrália, emitiu um importante comunicado no qual alerta o país australiano a ser forte e preparado, dizendo que os “tambores da guerra” estavam batendo na região.
“Hoje, as nações livres ainda enfrentam este doloroso desafio. Em um mundo de tensão e pavor perpétuos, os tambores da guerra batiam – às vezes fracamente e distantemente, e outras vezes mais alto e cada vez mais perto”, escreveu Pezzullo.
“A guerra pode muito bem ser uma loucura, mas a maior loucura é desejar afastar a maldição, recusando-se a pensar e dar atenção a ela, como se, ao fazê-lo, a guerra pudesse nos deixar em paz, talvez nos esquecendo”, concluiu o secretário de Assuntos Internos da Austrália.
O analista político Paulo Figueiredo, durante o programa Radar da Mídia dessa segunda-feira (10), também analisou a possível ação envolvendo os dois países.
“A situação entre Austrália e China é de pré-conflito, a China continua cada vez mais testando as águas – quase que literalmente – nas relações com os EUA, porque quem protege o mundo da China são os EUA”, apontou Paulo Figueiredo.
“Quando se publica uma coisa dessas, é para observar qual será a reação, a repercussão, se será forte ou não, como os países reagirão, como o governo da Austrália, que está desesperado por não estar preparado militarmente, reagirá. Porque o único país que pode defender o mundo da China, são os EUA”, concluiu o analista político.
Brehnno Galgane – Graduando em Filosofia pela PUC-Rio
Veja Também
Paulo Gonet (PGR) na mira do Conselho do MPF que vai analisar mensagens de Vorcaro
Diálogos que citam o PGR foram tornados públicos após decisão do ministro André Mendonça O Conselho Superior do Ministério Público (CSMPF) marcou para 25 de setembro a discussão de um procedimento que analisa menções do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao...
Professores de matemática conhecem jogo criado para educação financeira dos estudantes
Capacitação oferecida pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba faz parte do Programa de Educação Previdenciária e do Projeto Construindo o Futuro Como estimular os estudantes a pensar em seu futuro financeiro...