Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 14 de agosto de 2026

Presidente Lula teme que a influência norte-americana venha interferir nos resulados das eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (14) disse que, só após o final das eleições brasileira, vai conceder o agrément ao embaixador Daniel Perez, indicado pelo presidente Donald Trump dos EUA.

As relações internacionais do governo Lula, neste mandato, é marcada por conflitos ideológicos e políticos, que prejudica a enconomia e afeta a produção industrial, o comércio e a geração de emprego.

Durante entrevista aos podcasts Não Inviabilize e As Cunhãs, Lula acusa o governo norte-americano de interferência em questões internas do Brasil.

O Estado de Democrático de Direito pressupões liberdade ampla, geral e irrestrita a outras democracia ou qualquer instituições que pretendem acompanhar um processo eleitoral. No entanto, nos govenos autoritários, limitam a liberdade, perseguem jornalistas, mantém controle sobre os órgãos independentes e não permitem criticas contra o sistema.

A narrativa de Lula se fundamenta em conversas informais: “Ouvi dizer que eles [EUA] queriam mandar duas pessoas para vir para cá para estudar as urnas, e nós não demos o visto. Agora, querem que eu apressadamente aceite o embaixador deles. Mas, agora, só [vamos aceitar] depois das eleições”, disse o presidente.

O presidente Lula criticou a demora na indicação e o momento em que ela foi feita. 

Lula se acha no direito de intrometer nas questões estrangeiras; “Se o embaixador dos EUA é importante para o Brasil, por que eles ficaram um ano e seis meses sem mandar embaixador para cá? E por que só agora, faltando 45 dias para as eleições, eles querem mandar?”, questionou.

Lula apesar das críticas, tenta remedia as relações com os EUA, ressaltou que o Brasil quer manter uma boa relação com e que não deseja conflito com o país. 

“Não precisamos brigar. Não quero guerra. Quero discutir [as questões] com seriedade. O Brasil quer ter uma boa relação com os Estados Unidos”, afirmou.

Ao comentar a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula disse acreditar que as medidas adotadas recentemente contra o Brasil não partem diretamente do chefe da Casa Branca, mas de integrantes de sua equipe.

Na opinião do presidente Lula o secretário norte-americano Marco Rubio é a causa dos conflitos: “Acho que não é ele quem não gosta do Brasil”, disse Lula, antes de apontar o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, como um dos responsáveis pelas tensões entre os dois países, e de não gostar nem do Brasil, nem da América Latina.

Lei de Reciprocidade

Ao comentar sobre as tarifas impostas ao Brasil, Lula disse que “lamentavelmente eles estão construindo inverdades contra o Brasil”

Lula deveria buscar melhorar as relações comerciais, porém, prefere intensificar as divergência para favorecer as relações do Brasil com a China: “Ontem [quinta-feira, 13] entramos com a Lei de Reciprocidade para mostrar que a gente não é pouca coisa, e que nós nos respeitamos”, disse.

“Estou muito tranquilo, sabendo o que pode acontecer, e preparado para debater a defesa do Brasil em qualquer lugar do planeta Terra”, concluiu. Fonte: Agência Brasil – foto: Marcelo Camargo

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