Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 21 de abril de 2026

Riscos à Saúde Humana e Animal: A contaminação por substâncias como o cádmio pode trazer sérios problemas à saúde humana.

A Itaipu Binacional deveria levar esse tema para debater junto com a sociedade, e discutir sobre os reais riscos ambientnais das implantações das placas solares. Tais iniciativas deveriam abrir debates em comissões com parlamentares na Assembleia Legislativa e Ministério Público. Apresentar os riscos que as placas solares poderão provocar ao meio ambiente num futuro breve, principalmente no momento dos descartes.

Principais Impactos Ambientais do Descarte

  • Contaminação do Solo e Água: A quebra dos painéis em locais inadequados (lixões) pode liberar metais pesados e compostos tóxicos, como cádmio e chumbo, que se infiltram no solo e atingem lençóis freáticos.
  • Riscos à Saúde Humana e Animal: A contaminação por substâncias como o cádmio pode trazer sérios problemas à saúde humana.
  • Desperdício de Recursos: Placas solares contêm materiais valiosos, como silício, prata, cobre e alumínio, que, se não reciclados, aumentam a necessidade de mineração para novos componentes.
  • O que está por trás desta ideia, não é a produção de energia limpa, porém, deve se disutir o fato das placas solares têm vida curta e o descarte representar riscos ao meio ambiente.

ARMADILHA – Primeiro criam movimentos contra as barragens, e fazem das usinas hidroelétricas as vilãs do meio ambiente, quando todos sabem que é energia limpa, duradora e distribui royalty as comunidades. Depois vendem a ideia de placas fotovoltaicas como energia limpa, mas não falam que as placas são sujas e representam riscos reais do descarte no ambiente.

ITAIPU – ENERGIA LIMPA VERSO PLACA DE CHUMBO E CÁDMIO

O reservatório de água da usina de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, na Região Sul do país, possui cerca de 1,3 mil quilômetros quadrados (km²) de perímetro, com quase 170 km de extensão, desde a barragem até o lado oposto, e uma largura média de 7 km entre as margens direita e esquerda.

Toda a capacidade hidrelétrica contida na área inundada do Rio Paraná, que move turbinas que geram até 14 mil megawatts (MW) de energia elétrica, também pode ser aproveitada para gerar eletricidade a partir de painéis solares instalados justamente sobre o espelho d’água. Esse é o experimento que vem sendo estudado por tecnicos brasileiros e paraguaio desde o fim do ano passado.

Ao todo, foram instalados 1.584 painéis fotovoltaicos em uma área de menos de 10 mil metros quadrados (m²) sobre o lago, a apenas 15 metros de um trecho da margem no lado paraguaio, com profundidade de aproximadamente 7 metros.

A planta solar de Itaipu tem capacidade de gerar 1 megawatt-pico (MWp), unidade de medida para a capacidade máxima de geração de energia. Essa energia é equivalente ao consumo de 650 casas e só é utilizada para consumo interno, sem comercialização e sem ligação direta com a rede de geração hidrelétrica.

PRETEXTO – Na prática, o objetivo atual da “ilha solar” de Itaipu é funcionar como um laboratório de pesquisa para futuras aplicações comerciais. Os engenheiros envolvidos no projeto analisam todos os aspectos, como a interação das placas com o ambiente, incluindo eventuais impactos no comportamento de peixes e algas, na própria temperatura da água, influência dos ventos sobre o desempenho do painéis, a estabilidade da estrutura, dos flutuadores e da ancoragem com o solo.

RISCO AO MEIO AMBIENTE – A ideia, no futuro, é expandir a geração de energia elétrica por esta via, algo que precisará ser atualizado no próprio Tratado de Itaipu, assinado em 1973 entre Brasil e Paraguai e que viabilizou a colossal obra de engenharia compartilhada.

“Se falarmos em um potencial bem teórico, uma área de 10% do reservatório, coberta com placas solares, seria o mesmo que outra usina de Itaipu, em termos de capacidade de geração. Claro que isso não está no planos, pois seria uma área muito grande e depende ainda de muitos estudos, mas mostra o potencial dessa pesquisa”, apontou o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti.

Estimativas preliminares indicam que seriam necessários pelo menos quatro anos de tempo de instalação para atingir uma geração solar de 3 mil megawatts (algo como 20% da capacidade instalada da hidrelétrica atualmente).

O investimento é de US$ 854,5 mil (cerca de R$ 4,3 milhões na cotação atual). As obras de instalação foram tocadas por um consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution (brasileira) e Luxacril (paraguaia), vencedor da licitação.

Uma usina, muita fontes

A diversificação de fontes de energia na Itaipu Binacional não se limita aos estudos em energia solar, mas envolve projetos ousados com hidrogênio verde e baterias.

Essas iniciativas estão em desenvolvimento no Itaipu Parquetec, um ecossistema de inovação e tecnologia, criado em 2003 pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu (PR). Conta com parceria de universidades e empresas públicas e privadas e já formou mais de 550 doutores e mestres em diferentes áreas.

A China é a maior compradora de commodity brasileiro, e aquisição das placas solares fotovoltaicas não seria uma forma de compensação comercial? A que preço ao meio ambiente?

Fonte: Agência Brasil – foto: Tânia Rego

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