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Experimento apontou nível médio de 32 flatulências por dia; mínimo registrado foi de apenas quatro, enquanto máximo ficou em 59
Cientistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, desenvolveram uma roupa íntima capaz de medir a quantidade de flatulências que uma pessoa libera por dia. A Smart Underwear, ou peça íntima inteligente, rastreia o hidrogênio presente nos gases liberados e traz novos parâmetros sobre o funcionamento da microbiota intestinal.
O novo equipamento possibilita a medição dos gases durante o sono, uma das dificuldades encontradas nos sistemas de monitoramento existentes, baseados sobretudo em relatos dos próprios pacientes. A maior precisão levou a um salto nas estimativas: o número médio de flatulências, que antes era de 14 por dia, com variação de seis ocorrências para mais ou para menos, passou para 32. O estudo mostra ainda uma variação extrema, com o máximo registrados sendo de 59 vezes e o mínimo de apenas quatro.
“A medição objetiva nos dá a oportunidade de aumentar o rigor científico em uma área que tem sido difícil de estudar”, explica Brantley Hall, professor assistente do Departamento de Biologia Celular e Genética Molecular da UMD e líder do estudo. O pesquisador explica que, ao contrário de indicadores como glicose e colesterol, ainda não há um consenso sobre a quantidade normal de flatulências, por isso. “Sem essa referência, é difícil saber quando a produção de gases de alguém é realmente excessiva”, pontua.

Para analisar esses dados, a equipe conduziu um experimento com 19 adultos sem distúrbios gastrointestinais ou intolerâncias a carboidratos, que vestiram o dispositivo por sete dias consecutivos. O uso durante o sono era opcional.
Já na segunda etapa, os pesquisadores testaram a sensibilidade do dispositivo para perceber mudanças no metabolismo causadas por interferências na dieta. A Smart Underwear obteve sucesso em capturar um aumento da produção de hidrogênio em 94,7% dos participantes que consumiram inulina, uma fibra que auxilia no funcionamento do intestino.
Na nova etapa do estudo, que foi publicado em dezembro na revista Biosensors and Bioelectronics: X, os pesquisadores lançaram o Atlas de Flatulência Humana, que busca avaliar a média de flatulência da população. “O Atlas de Flatulência Humana estabelecerá parâmetros objetivos para a fermentação microbiana intestinal, o que é fundamental para avaliar como intervenções dietéticas, probióticas ou prebióticas alteram a atividade do microbioma”, explica. Para isso, os pesquisadores buscam voluntários, que podem participar remotamente de qualquer estados do país. Fonte: (Reprodução/Universidade de Maryland)
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