Documento enviado ao Congresso americano afirma que facções transformaram o Brasil em um “centro de distribuição global de cocaína” O governo americano afirmou nesta quarta-feira, 16, que o Brasil falhou “em confrontar as organizações terroristas...
O MPF apontou um complexo esquema criminoso no âmbito da execução do contrato de concessão de rodovias federais no Paraná firmado entre a concessionária e a União

A partir de denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, a 23ª Vara Federal de Curitiba condenou dez pessoas pelos crimes de pertencimento a organização criminosa, estelionato, peculato e lavagem de dinheiro cometidos em esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e gestores ligados à concessionária de pedágio Econorte, integrante do Grupo Triunfo, no âmbito das investigações da Operação Integração, um desdobramento da Operação Lava Jato. Entre os condenados está Nelson Leal Junior, ex-diretor do DER, natural de Paranavaí.
O juiz federal Paulo Sergio Ribeiro determinou penas entre 7 e 21 anos de prisão – somadas, as penas chegam a 128 anos -, fixou o pagamento de R$ 13.904.769,24 a título de reparação dos danos sofridos pela União e decretou o perdimento de pelo menos 40 imóveis e ativos produtos dos crimes de lavagem de dinheiro investigados.
“REGRAS DO JOGO”
O procurador da República Felipe Camargo, disse que a sentença do caso demonstra que o pagamento de propina e o direcionamento de atos administrativos eram a ‘regra do jogo’ no âmbito das concessões de pedágio no estado do Paraná, em um típico ambiente de corrupção sistêmica. Camargo reforça ainda a importância da investigação para a sociedade.
“Esse é mais um caso que mostra claramente como a corrupção traz prejuízos diretos e cotidianos para os cidadãos, uma vez que a corrupção nos contratos resultou na entrega de um serviço ao público de qualidade aquém da que deveria ser entregue. Além da responsabilização dos criminosos, as investigações possibilitaram também o ressarcimento ao erário em obras e desconto tarifário aos usuários”, disse.
A DENÚNCIA
Na denúncia oferecida em abril de 2018, o MPF apontou um complexo esquema criminoso no âmbito da execução do contrato de concessão de rodovias federais no Paraná firmado entre a concessionária e a União. Os fatos demonstrados envolvem pertencimento a organização criminosa, estelionato, peculato e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações apontaram, os réus implantaram um esquema de contratações fraudulentas e desvios no âmbito da Econorte, com o objetivo de fraudar o equilíbrio econômico financeiro do contrato de concessão com o estado do Paraná, além de gerar dinheiro em espécie para pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos e também para enriquecimento dos próprios administradores e funcionários da concessionária.
OS CONDENADOS
Nelson Leal Júnior (colaborador) foi condenado a 21 anos e cinco meses em regime fechado pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa, pena essa substituída conforme especificado na fundamentação na forma do acordo de colaboração firmado pelo réu;
Hélio Ogama (colaborador) foi condenado a 17 anos e dois meses pelos crimes de estelionato, peculato e pertencimento a organização criminosa, pena essa substituída conforme especificado na fundamentação na forma do acordo de colaboração firmado pelo réu;
Leonardo Guerra foi condenado a 20 anos e dois meses por peculato, lavagem de dinheiro e pertencimento à organização criminosa;
Valdomiro Rodacki foi condenado a 9 anos e nove meses por peculato e formação de quadrilha;
Sandro Antônio de Lima foi condenado a 12 anos e um mês por peculato e pertencimento à organização criminosa;
Marcelo Montans Zamarian foi condenado a 11 anos e oito meses por peculato e pertencimento à organização criminosa;
Sergio Antônio Cardozo Lapa foi condenado a 11 anos e oito meses por peculato e pertencimento a organização criminosa;
Paulo Beckert foi condenado a 9 anos e sete meses por peculato e pertencimento a organização criminosa;
Oscar Alberto da Silva Gayer Junior foi condenado a 8 anos por peculato e pertencimento à organização criminosa;
Ivan Humberto Carratu foi condenado a 7 anos e seis meses por peculato. (Blog Aroldo Murá)
Veja Também
Paulo Gonet (PGR) na mira do Conselho do MPF que vai analisar mensagens de Vorcaro
Diálogos que citam o PGR foram tornados públicos após decisão do ministro André Mendonça O Conselho Superior do Ministério Público (CSMPF) marcou para 25 de setembro a discussão de um procedimento que analisa menções do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao...
Professores de matemática conhecem jogo criado para educação financeira dos estudantes
Capacitação oferecida pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba faz parte do Programa de Educação Previdenciária e do Projeto Construindo o Futuro Como estimular os estudantes a pensar em seu futuro financeiro...