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A rede de Supermercado Muffato, promoveu campanha contra pequenos furtos dentro das suas lojas, a qual fazia denúncia publicitária e expunha pessoas, mesmo sem haver um processo judicial, dentro dos princípios da ampla defesa e o contraditório.
Segundo o promotor do Ministério Público, a forma como foi conduzida a campanha contra pequenos furtos dentro do supermercado Muffato, provavelmente pode ser uma prova explicita de promoção da cultura da intolerância e incitação a violência, a qual praticaram os seguranças.
O cliente Rodrigo da Silva Boschen (22 anos), trabalhava num multinacional, foi abordado pelo segurança na área de alimentação com o chocolate, que supostamente não havia pago, e ao se sentir ameaçado pelos seguranças, logo se evadiu do local. O fato teve início dentro do Supermercado Muffato, no bairro Portão, e a polícia conseguiu ilucidar os fatos, após investigações com ajuda das câmeras de monitoramentos dos estabelecimentos por onde houve a perseguição e o crime.
O chefe da segurança, acompanhado de dois seguranças e outro funcionário do supermercado, saíram pelas ruas para prender, mas, longe das câmeras de monitoramento do supermercado, espancaram violentamente o jovem até a morte. Demonstração de brutalidade, impiedade e tamanha estupidez, por um chocolate espancaram e mataram o jovem. Quatro indivíduos de forma covarde e violenta, sem chance de defesa, agrediram, mataram, despiram e jogaram o corpo do jovem abandonado no meio fio.
O Ministério Público também requereu que seja oficiada a direção do supermercado onde os fatos ocorreram, solicitando toda documentação referente a seus funcionários denunciados, bem como solicitando registro, instalação e funcionamento, tais como alvará, número de funcionários, treinamentos, uniforme, cursos de reciclagem etc.
Além disso, pleiteou que também seja oficiada a empresa de vigilância em que atuavam alguns dos denunciados também solicitando a documentação referente a seus funcionários. Tais diligências visam apurar sobre possível contratação e operação irregular da empresa por parte do grupo ao qual pertence o supermercado, visando possível responsabilização civil e administrativa pelas violações decorrentes dessa relação; bem como apuração de eventual conivência, negligência ou omissão das autoridades locais responsáveis pela fiscalização da atividade de segurança privada. Fonte: assessoria do deputado Renato Freitas. foto Plural
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