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Além de Renato Feder; entre os nomes cotados para assumir efetivamente o MEC estão o do educador Antônio Freitas, diretora de Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Cláudia Costin e do secretário de Alfabetização do MEC, Carlos Nadalim, que foi o primeiro nome que surgiu – e que seria do agrado da ala ideologica do governo.
Em entrevista à CNN na manhã desta quarta-feira (24), Renato Feder, secretário de Educação do Paraná e um dos nomes cotados para assumir o Ministério da Educação, afirmou que o foco da educação no país tem que “ser mais técnico”. O secretário também disse que “se sentiria muito honrado” em aceitar o convite para assumir a pasta.
“Sobre essas questões [ideológicas] prefiro sempre focar em assuntos técnicos de aprendizado, apoio, de melhoria, diálogo com as secretarias e entender como elas podem desenvolver um melhor aprendizado. O assunto que irei focar, caso eu vá para o ministério, é no aprendizado dos alunos nas escolas e nas universidades. Outros assuntos podem atrapalhar e tiram a atenção do que realmente importa, que é justamente o aprendizado dos alunos.
E acrescentou: “Se o convite vier, eu aceitaria com muita honra. O presidente Bolsonaro se mostrou uma pessoa muito preocupada [com a Educação] e minha admiração por ele aumentou ainda mais porque ele quer escolher uma pessoa que leve o Brasil para a direção certa. Se ele entender que essa pessoa poderia ser eu, me sentira muito honrado por fazer parte desta história”, disse.
Dentre as pautas do secretário está o uso da tecnologia para o apoio escolar e nas universidades do país.
“Eu conversei muito [com Bolsonaro] sobre o que está acontecendo aqui no Paraná. Os professores deram um show na gestão da educação com ações práticas, tecnológicas e que o mundo já realiza. Você usa a tecnologia para ajudar os professores e a presença do aluno é um grande fator educacional para avaliarmos. O papel do MEC é de diálogo, apoio, de ver o que cada rede precisa, capacitação e gestão. Isso tem que ser o foco e olhar para frente”, afirmou.
Segundo o colunista da CNN, Igor Gadelha, o nome do secretário é defendido pela ala militar do governo, que considera o perfil dele como “técnico” – empresário do ramo da tecnologia, ele já foi professor de matemática e diretor de escola.
Por outro lado, Feder é criticado, nos bastidores, por deputados federais bolsonaristas do Paraná. A crítica é principalmente à gestão dele à frente da secretaria estadual de Educação, considerada como “fraca”.
À CNN, três parlamentares paranaenses lembram que, em janeiro deste ano, o governador Ratinho Júnior (PSD) ordenou trocas na equipe de Feder para melhorar a gestão da pasta.
Na primeira eleição que Doria disputou, para a Prefeitura de São Paulo em 2016, Feder doou 120 mil reais para o então candidato do PSDB, segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele também prestou serviços ao governador Geraldo Alckmin: foi assessor especial da Secretaria de Educação durante a gestão de José Renato Nalini.
De acordo com o analista de política Igor Gadelha, o presidente Jair Bolsonaro deve se reunir nesta terça-feira (23) com Renato Feder, nome que é bastante defendido pela ala militar do governo, entretanto, é alvo de críticas por parte de deputados federais do Paraná.
MP dos reitores
O presidente Jair Bolsonaro revogou na sexta-feira (12) a MP 979, medida provisória que permitia ao ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, nomear reitores para universidades, institutos federais e o colégio federal Pedro II, no Rio, sem consulta prévia à comunidade acadêmica durante a pandemia do novo coronavírus. A revogação foi feita por meio de uma nova medida provisória publicada em edição extra do Diário Oficial da União.
Na opinião do secretário, as leis “devem ser respeitadas” e a autonomia das universidades deve ser mantida.
“De maneira nenhuma pretendo intervir nas leis que o Congresso determina, elas estão aqui para serem respeitadas. Essa é uma orientação do presidente de que as universidades têm essa autonomia. Intervenção não vai acontecer e também não deveria nem comigo ou qualquer outra pessoa que assuma a pasta. (…) Ministério tem que apoiar as universidades”, concluiu Renato Feder.
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