Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 9 de novembro de 2023

Na última quarta-feira (01), o presidente Lula anunciou a aplicação da Garantia da Lei e da Ordem no Rio de Janeiro e São Paulo, porém, limitou das Forças Armadas apenas em portos e Aeroportos. E deixou de fora a intervenção nos morros e favelas, como se estivesse protegendo o combate direto aos narcotraficantes. A justificativa do governo na fala do ministro Flávio Dino, foi de que era preciso “asfixiar” a logística financeira e operacional das facções e organizações criminosas.

Segundo o ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol a GLO de Lula é ineficaz e contraproducente, além de viés político-eleitoral.

Dallagnou em sua colula na Gazeta do Povo, critica a operação e disse que: “a medida é absolutamente ineficaz para atingir o objetivo anunciado pelo lacrador Dino, já que as atividades principais das milícias e do narcotráfico não ocorrem, em regra, nos portos e aeroportos, mas sim nas comunidades dominadas pelo crime, onde tanto o tráfico quanto a milícia fazem as vezes de Estado – um Estado paralelo – e subjugam e oprimem a população do local”.

Na opinião de Dallganol, o GLO apenas nos portos e aeroportos de São Paulo e do Rio de Janeiro, não deveria deixar de fora o estado da Bahia, que tem a violência do Brasil, e por coincidência é governado pelo PT há 20 anos. Só para se ter uma ideia a Bahia tem o maior índice do país em número de assassinatos, com mais de 6.659 homicídios em 2022.

Disse ainda que, o estado de São Paulo tem o menor índice de violência do Brasil, com apenas, 8,4 homicidio para cada 100 mil habitanes, e governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos/SP), sequer pediu ajuda ao governo federal, mas também foi incluído no pacote.

So para ter uma comparação em São Paulo, onde Lula decretou GLO, a taxa de homicídios é uma das menores do país: são 8,4 mortes por 100 mil habitantes, enquanto que na Bahia a taxa é de 50 homicídios por 100 mil habitantes, índice comparável a países com altas taxas de violência, como a Venezuela e a Jamaica. (Gazeta do Povo)

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