Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 25 de outubro de 2023

Na visão do presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Carlos Bocuhy, as políticas de adaptação climática realizadas no País ainda são segregacionistas, uma vez que não privilegiam a voz de povos indígenas nos centros de decisão.

Ondas de Calor
Durante a reunião, os participantes mencionaram as recentes ondas de calor, em pleno inverno, como evidente efeito nocivo das mudanças climáticas provocadas pelo atual modelo de desenvolvimento econômico.

Pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Luciana Vanni Gatti explicou que esses “eventos extremos” ocorrem em áreas desmatadas, onde a superfície fica mais exposta ao sol, ou quando ocorre a plantação de espécies que contribuem para o ressecamento do solo, como o eucalipto. “Os eventos extremos acontecem com maior intensidade onde os sistemas foram muito alterados, como na Bahia, no Espírito Santo, em São Paulo e no Rio Grande do Sul”, disse.

O indígena e biólogo Eriki Terena informou que, no Pantanal, foram consumidos pelo fogo 200 mil hectares apenas neste ano. Ele acrescentou que, neste bioma, existem 480 focos de calor atualmente. “Para nós, povos indígenas, não podemos nos dar esse luxo de que suma essa preocupação com o território e com o clima. Para nós, essa realidade é diária, nós não podemos esquecer a crise climática”, disse.

Reportagem- Emanuelle Brasil
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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