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O cantor e compositor Nattinho Novaes, foi convidado pelos gestores do parque turístico de Vila Velha, para falar sobre a sua composição musical, que conta sobre a lenda que eternizou a Cidade de Pedra, como um dos maiores polo turístico do Paraná.
Nattinho visitou o Parque no dia 28 de setembro, a convite dos gestores, que se interessaram em conhecer o teor da música alusiva a história e lenda de Vila Velha, que completará 70 anos, nesse mês de outubro. Mateus, o coordenador do parque, recebeu Nattinho, que estava acompanhado do cantor Jamil e do jornalista Carlos Borges Bahia, que visitaram a lendária Cidade de Pedras.
Segundo o cantor Nattinho, o Parque de Vila Velha é muito mais que uma cidade de pedra, tem uma história mística de um povo que habitou no local em outras dimensões.

“A lenda que conta a história deve ser explorada para atrair turistas que buscam uma resposta templária”, disse Nattinho.
A lenda e o sonho de uma cidade desenhada pelo tempo, esculpida pelos ventos, um lugar que inspira a imaginação mística, que desperta o instinto espiritual, que remete ao sincronismo religioso, aguça a curiosidade de uma região com muitas histórias e lendas.
Vila Velha inspira a lenda indígena de uma belíssima história de um amor proibido entre o jovem guerreiro Duhi e a bela Arace-Poranga (aurora bonita).
Segundo a lenda a terra tinha a proteção de Tupã, era cuidadosamente guardado por uma legião de varões, que eram escolhidos, entre os melhores homens de todas as tribos e treinados para desempenhar a honrosa missão. Eles tinham todas as regalias e distinções e desfrutavam uma vida régia.
Era-lhe, porém, vedado o contato com as mulheres, mesmo que fossem de suas próprias tribos.
A tradição dizia que as mulheres, estando de posse do segredo do Abaretama, o revelariam aos quatro ventos, e chegaria a notícia aos ouvidos dos inimigos do seu povo, esses tomariam o tesouro para si.
Tupã, o Onipotente, deixaria de resguardar seu povo, se aquele tesouro fosse perdido e lançaria, sobre ele as maiores desgraças.
Tupã não permitia que naquele recanto sagrado, houvesse o pecado.
Numa certa época, Duhi (em nossa língua corresponde a Luiz), fora escolhido, para chefe supremo dos varões.
Como todos os outros, tinha sido preparado, desde a mais tenra idade para aquela sagrada missão.
Duhi, entretanto, não desejava seguir aquele destino celibatário.
A escolhida foi Iracê Poranga (Aurora Bonita).
Não lhe foi difícil conseguir a atenção, do ardoroso Duhi e, pouco a pouco ir entrelaçando-o em sua habilidosa teia, de tal modo que, logo ele estava completamente, apaixonado e subjugado a seus pés.
Ela já havia entrado na terra dos homens, com o consentimento de Duhi, que não teve como resisti-lhe ao desejo.
Numa tarde primaveril, quando os Ipês de flores amarelas já florescidos, deixaram cair suas flores douradas, numa chuva de ouro, Iracê veio ao encontro de Duhi, trazendo uma taça de Uirucuri (licor de butiás) para embebedar Duhi, mas o amor já se assenhoreava, completamente, de sua razão ela tomou, também, o licor e ambos ficaram quedados a sobra do Ipê, languidamente, entrelaçados…
A Ibitipóca – a terra que se fendeu – são as grotas que encontramos próximo à VILA VELHA e o tesouro fundido, é aquela lagoa, que chamamos de “Dourada”, a qual quando o sol bate em cheio, ainda reflete o brilho aurífero.
Duhi e Aracê, equivalente ao sincronismo bíblico do livro de Gêneses, Jardim do Éden com Adão e Eva, os indígenas estão ainda hoje, lado a lado, circundados de Ipês, descendentes daquele que assistiu a morte dos dois apaixonados.
E, os sobreviventes daquele povo, partiram para outras terras, onde a maldição de Tupã, não os alcançasse (a diasporá).
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