Os ministros da 1ª Turma do STF (Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin) determinaram nesta segunda-feira (6) que sete Tribunais de Justiça, inclusive o TJPR, expliquem em até 48 horas o pagamentos de penduricalhos...
Certa manhã passando pelo calçadão da rua XV de Novembro, vi funcionárias das lojas lavando a calçada. Elas disseram que todos os dias precisavam limpar o cocô e o xixi, que os moradores de rua faziam na porta das lojas.
Passando pela praça Zacarias, entrevistei uma senhora que trabalhava na limpeza pública. Ela disse que era terrível ter que limpar a “bosta dos mendigos”, que na sua opinião, deveriam colocar banheiros químicos nas praças.
A partir desta reportagem fiz a matéria intitulada “Curitiba Bela e Fedida”, na qual relatava a situação dos moradores e dos trabalhadores da loja e da limpeza pública. A matéria reverberou, e causou expressiva repercussão na cidade e agitou o meio político.
Fato é, que a matéria chegou em Brasília até o conhecimento da ministra das Cidades, que por sua vez veio, a Curitiba para tentar achar uma solução para o problema dos moradores de rua. A matéria ganhou prêmio “Sangue Novo” de jornalismo do Sindijor-PR.
Na época, uma pesquisa e constatou que havia na cidade mais de 5000 moradores de rua, e que havia apenas um albergue no centro da cidade para atender todo esse contingente. Então a solução ‘inteligente’ que acharam foi descentralizar o albergue, e por isso, foi criado mais outros nove albergues distribuídos em vários bairros periféricos.
Desta forma se retirava os moradores de rua do centro da cidade e jogava para os bairros. Seria um paliativo para esconder os problemas da cidade. Só não levar os albergues para os bairros nobres como Batel, Champagnat, Ecoville, Jardim Social, …
Curitiba tem a melhor estrutura de assistência social do país, e diariamente atende as pessoas em situação de rua, em caminha para os albergues, onde recebem alojamento, alimentação, tratamento médico e encaminhamento para curso profissionalizante. Há também na cidade várias Ongs e organizações religiosas, que fazem assistência as pessoas necessitadas.
A cidade de Curitiba hoje contabiliza aproximadamente 3700 pessoas em situação de rua por algum motivo, desde àqueles que desistiram da vida em família, e entre eles muitos migraram de outros centros, vários deles são dependentes químicos, alcoólatras ou pessoas com problemas de saúde mental.
Não há uma lei que permita o poder público possa agir compulsoriamente para recolher, internar e tratar essas pessoas, que na maioria das vezes necessitam de atendimento médico especializado. [Foto: Gazeta do Povo]
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