Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 7 de abril de 2023

Ideia é que seja implementada uma “taxa negocial” aprovada por assembleias juntamente com a pauta de reivindicações a ser negociada com os sindicatos patronais. Com a nova proposta, o sindicato vai ganhar em cima daquilo que ele conseguir negociar com o patrão, ou seja, vai lucrar em cima do que conseguir de aumento para os empregados.

Acontece que muitos sindicalistas não eram atuantes, nada faziam para os trabalhadores, e ainda tinha aqueles acumunados com o patrão. A verdade é que os sindicatos querem encontrar uma forma de voltar a cobrar as taxas e impostos. O trabalhador está vacinado, ele sabe que o Ministério Público faz melhor. O povo não quer mais sindicalistas metendo a mão no seu bolso.

O Ministério do Trabalho discute com as centrais sindicais um modelo para retomar o financiamento de sindicatos, extinto após a reforma trabalhista de Michel Temer [MDB].

A ideia é que seja implementada uma “taxa negocial” aprovada por assembleias juntamente com a pauta de reivindicações a ser negociada com os sindicatos patronais.

Trata-se de um modelo distinto do que vigorava até a reforma trabalhista, quando todos os trabalhadores pagavam obrigatoriamente um imposto sem necessariamente aprová-lo, saber seu destino e a pauta de reivindicações a ser negociada.

“O que estamos propondo ao governo é que o sindicato convoque uma assembleia e consulte todos trabalhadores perguntando sua pauta, se autorizam o sindicato a negociar”, disse Clemente Ganz Lúcio, ex-diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e coordenador do fórum das centrais sindicais.

Depois uma assembleia aprova isso e na mesma assembleia coloca em votação como será financiada a campanha salarial. Seria uma ‘contribuição negocial’ ou ‘axa negocial’”.

A principal diferença para o imposto sindical é que “antes você pagava e o sindicato não necessariamente negociava uma campanha salarial”.

“Não faz sentido sindicato que não negocia ser beneficiário de imposto. A ideia nossa é um modelo coerente com modelo de negociação. Não queremos o que tínhamos antes: sindicatos descolados de modelo de negociação. Queremos sindicatos representativos”, declarou.

Ainda não está claro se o formato seria apresentado por projeto de lei ou Medida Provisória. Nos próximos dias o modelo deve ser apresentado a empresários e ao Congresso. Fonte: CNNbasil

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