Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 12 de março de 2023

O presidente Lula treme de medo que a CPMI do dia 08 de janeiro, venha desvendar fatos que possam apurar negligência e omissão de seus ministros e responsabilizar o governo

O governo reluta contra a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar os atos e desvendar a verdade sobre os acontecimentos do dia 8 de janeiro em Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu investir contra a CPMI, e preferiu apoiar a instalação de outras CPIs menos relevantes, para tentar esvaziar a investigações que que venha ilucidar os fatos e atribuir possível responsabilidade de omissão ao governo.

Diante dos acontecimentos do dia 08 de janeiro, deputados e senadores decidiram instalar uma CPMI para investigar e apurar a verdade dos fatos, tais como: identificar os verdadeiros vândalos que depredaram e destruiram o patrimônio público, omissão do governo e possíveis abusos de autoridade contra crianças e idosos que foram presos inocente.

O governo está temeroso e anunciaram a intenção de pedir a abertura de outras CPIs para contrapor os fatos e ocupar espaço nas mídias.

O pretexto do governo é que as investigações possam tirar do holofote a agenda positiva que o Planalto. Mas, a verdade é, que uma CPMI chama atenção da imprensa e provoca escândalo, além de processos criminiais contra agentes públicos do alto escalão do governo.

Outro argumento é que as CPMI possam tumultuar o ambiente político no Congresso e prejudiquem a tramitação de propostas de interesse do governo, como a reforma tributária.

O Plácio do Planalto argumenta que não seria necessário a CPMI de 8 de janeiro, porque o Ministério Público e Polícia Federal, já têm feito as investigações necessárias. No entanto, não era esse o discurso da esquerda quando da instalação da CPI da Covid19, sem fundamenteo com finalidade apenas de atacar e acusar o presidente Bolsonaro.

Esse mesmo grupo de políticos, temem que a comissão da CMPI, possa servir de palco para os opositores do governo, fazer acusações em relação ao ministro da Justiça, Flávio Dino, e ao presidente Lula.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aliado de Lula, tem criado empicílios para atrasar a instalação da Comissão, e alega a necessário de fazer nova coleta de assinaturas. Com isso o senador ganha tempo para o presidente Lula, tentar negociar com os parlamentares a desistência da CPMI.

A deputada Soraya Thronicke (União), que lidera a CPMI, alega não ter como fazer isso no sistema e, nos bastidores, fala-se numa busca de o governo tentar atrasar o processo, bem como de demover os senadores de continuarem apoiando a medida.

Mesmo diante da dificuldade imposta pelo senador amigo de Lula, os parlamentares conseguiram ampliar a participação dos apoiadores, e os partidos de oposição ao governo conseguiram, nas últimas semanas, formalizar um pedido de abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro, que seria composta por senadores e deputados.

O andamento deste pedido também depende de Rodrigo Pacheco.

No início os aleados de Lula chegaram a defender a instauração de uma CPI para investigar o ato de janeiro, ideia que foi imediatamente abortado pelo governo na ocasião. Agora governo tem orientado seus aliados a se manterem distantes do assunto.

CPI da Americanas, CPI das Joias, CPI da Loteria, CPI MST

A esquerda quer abafar a CPMI do dia 8 de janeiro, e para isso usa como estratégia abrir novas CPIs, como é o caso do 50 deputados de partidos da base de apoio ao governo, o líder do PP, deputado André Fufuca (MA), formalizou o pedido de abertura de uma CPI para investigar o caso de suposta fraude contábil da Americanas.

O PT, do presidente Lula, para contra-atacar, também deu início à coleta de assinaturas para uma Comissão Parlamentar de Inquérito. No caso, para investigar o episódio das joias dadas à família Bolsonaro.

A ideia do governo é ter um discurso qualquer, mesmo sem relevância, mas que possa ocupar espaço na mídia. O pedido ainda não atingiu o número mínimo exigido para o protocolo desse tipo de proposição.

Há ainda mais um pedido de CPI de partidos formulado por um deputado da base do governo Lula. O líder do PSB, Felipe Carreras (PE), está no processo de colher assinaturas para abertura da CPI das apostas esportivas.

A iniciativa tem como base a investigação aberta pelo Ministério Público de Goiás envolvendo uma suposta manipulação de resultados por parte de atletas da Série B do campeonato brasileiro de futebol.

A oposição na Câmara, por outro lado, tem se mobilizado para pedir a abertura de uma CPI sobre as invasões de terra promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), organização que é mais ligada ao espectro político de esquerda.

O deputado federal Tenente-Coronel Zucco (Republicanos-RS) busca as assinaturas necessárias para formalizar o pedido junto à Casa.

Até o momento, o único pedido formalizado na Câmara dos Deputados é o da CPI da Americanas.

Os outros ainda estão em fase de coleta de assinaturas – é necessário o apoio formal de pelo menos 171 deputados.

No Senado, Plínio Valério (PSDB-AM), de oposição ao governo, pediu a instalação de uma CPI para investigar organizações não governamentais que atuam na região amazônica.

O senador já conseguiu mais do que as 27 assinaturas mínimas e protocolou o pedido.

O tucano aguarda apenas a leitura em plenário do pedido de abertura da comissão por Pacheco, o que não tem previsão para acontecer.

Fonte: CNNbrasil

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