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Pedágio no Paraná: omissão, medo e pressa
O deputado Arilson Chiorato PT) acusa o governo Ratinho Junior de omissão na fiscalização das obras, e ainda assinou acordos de leniências com as pedageiras, abrindo mão de obras milionárias. Disse, que o governador teve medo de implantar o pedágio no período eleitoral, por saber que sua propostas poderia repercutir de forma negativa nas urnas.
“Esse foi o motivo que levou o governador não assinar a cessão das rodovias”. Inclusive, se utilizou da liberação das praças de pedágio durante o período de campanha, para propagar a ideia de que não teria mais pedágio nas estradas do Paraná. “As cancelas abertas davam a sensação de uma nova história”, disse o deputado.
Nada foram feito neste período para manter a conservação da malha viária, que se encontram abandonada e com vários buracos. “Em síntese, o governador que na propaganda de campanha comemorava o fim do pedágio, agora pede pressa para aprovar um modelo ainda mais caro ao que já existia”. Razão pela qual não teve coragem de fazer em 2021 e 2022.
Segundo o deputado Chiorato, o antigo modelo de pedágio deixou um rastro maléfico ao estado, e foi a tarifa mais cara do Brasil. Corrupção confessada e transformada em acordo de leniência. Apenas 51% das duplicações foram executadas, e somente 57% das terceiras faixas concluídas e outras 38 grandes obras sumiram do contrato. R$ 10 bilhões cobrados a mais dos usuários através das tarifas de obras não feitas, segundo a Agepar (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná).
A pressa agora é para tapar os buracos, cortar o mato, restabelecer a sinalização, reerguer os guard rail, corrigir as rachaduras, com dinheiro dos contribuíntes, para entregar as rodovias em perfeito estado às futuras concessionárias, tudo isso que deveria ser feito pelas antigas concessionárias.
O deputado Chiorato fala em prudência e faz críticas, ao governador Ratinho Junior: “o novo modelo de pedágio, diferente desse modelo abusivo e caro que se pressiona para ser leiloado. Falta empatia de vossa excelência, governador, com os motoristas paranaenses, falta respeito ao setor produtivo, falta verdade na propaganda sobre o que está ocorrendo e a história que fez chegarmos a este ponto, um misto de omissão e medo”, concluiu o deputado.
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