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Há cinco dias, o casal de macacos mono-carvoeiros (muriquis-do-sul) Monaliza e Roger Federer habita o novo recinto que a Prefeitura de Curitiba construiu no Zoológico Municipal. O espaço foi inaugurado pelo prefeito Eduardo Pimentel no dia 28 de março, dentro das celebrações pelos 43 anos de história do Zoo.
O novo recinto fica fora da área de visitação e foi feito para reprodução dos muriquis, espécie classificada como “em perigo” pela IUCN (The International Union for Conservation of Nature) quanto ao risco de extinção, devido à caça e à perda de habitat. O Zoo de Curitiba cuida da principal família reprodutiva da espécie em cativeiro e é reconhecido como padrinho oficial da espécie no Brasil.
Segundo o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo, o muriqui-do-sul é o maior primata das Américas e está extremamente ameaçado de extinção. O novo recinto, portanto, é muito importante para reprodução e preservação da espécie.
“Já fizemos o pareamento do casal Monaliza e Roger Federer para tentarmos um novo grupo reprodutivo e com isso ter uma diversidade genética. A Monaliza foi apreendida em 2019, vítima de tráfico de animais, e o Ibama a destinou para Curitiba, pelo nosso plano de ação e conservação da espécie”, explicou Evaristo.
Padrinho do muriqui
De acordo com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a perda de habitat e a caça são fatores que contribuem para que a espécie seja classificada como ‘em perigo’ na escala de extinção.
Revitalização
Nos últimos três anos, o Zoo passou pela maior obra de revitalização dos seus 43 anos de existência, com investimentos que ultrapassam os R$ 14 milhões e que resultaram na construção de novos recintos para animais, na repaginação geral do circuito de visitação e na construção, pela Sanepar, da rede coletora de esgoto, estação elevatória, linha de recalque, instalações elétricas, automação e urbanização.
Unidade de conservação
O Zoo de Curitiba é responsável pelo cuidado de mais de 1,8 mil animais que ficam na área de visitação. São cerca de 589 mil metros quadrados, com aproximadamente 165 recintos. Entre os animais, estão alguns de espécies nativas ameaçadas, inseridos em programas nacionais de conservação.
Mais de 70% dos animais vieram de situações de intervenção humana que impossibilitaram sua soltura na natureza (apreensões, tráfico, circos e maus-tratos). Hoje, alguns animais recebidos pelo Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs) também encontram abrigo e cuidado na unidade de conservação do Alto Boqueirão. Foto: Valquir Aureliano/SECOM
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