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O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, já saiu na frente pavimentando o caminho para concorrer ao governo do Paraná.
Pouco dias antes de deixar a prefeitura de Curitiba, ainda como prefeito, visitou o governador Ratinho Junior, para lhe entregar uma placa de homenagem e gratidão. Porque ele sabe, que para alcançar o sonho de ser governador, precisar da benção do ‘Juninho’, que tem hoje, em suas mãos a articulação que decide os rumos da política no Paraná.
Greca entregou o cargo para o novo prefeito Eduardo Pimentel, e, mau descansou, já pôs o pé na estrada, rumo a Foz do Iguaçu, com visita ao prefeito eleito, General Luna e Silva. Pois bem sabe, que dificilmente terá o apoio de Bolsonaro, mas vai precisar do apoio dos conservadores, que são a maioria no Paraná.
Greca, provavelmente não terá pique para visitar todos os 399 municípios, e, portanto, sua estratégia será articular com os prefeitos dos principais municípios de cada regiões, como: Londrina, Maringá, Pato Branco, Umuarama, Cianorte, Foz do Iguaçu, Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa e Paranaguá. E os pequenos municípios, ele vai deixar para o seu vice, que poderá ser quem sabe o Alexandre Curi, mais jovem, e tem boas relações com a Associação dos Municípios do Paraná (AMP), que está nas mãos do Edimar Santos, que já declarou apoio antecipado ao presidente da Alep.
Alexandre Curi com a presidência da Alep, está numa situação favorável. Curi tem os deputados em suas mãos, que por sua vez também tem os prefeitos do interior, os quais precisam dos parlamentares para conseguir recursos junto ao governo do Estado. Portanto, se ele ganhar corpo e perceber que vai ter chance de disputar o governo, deverá sair candidato, caso contrário poderá se lançar a vice numa chapa promessora, ou se mantém no parlamento.
SERGIO MORO O MAIS COTADO NAS PESQUISAS
Outros nomes haverão de surgir, e quem sabe o futuro governador possa surgir de um grupo político que corre por fora.

O ex-juiz e senador Sérgio Moro, é no momento o principal nome apontado pelas pesquisas para o governo do Paraná. Ele está no União Brasil, um partido com boa capilaridade no interior. Moro tem carta branca da direção nacional, para fazer o que for necessário para articular sua candidatura ao governo. Contudo, ele vai precisar de um bom nome para vice, e também o apoio do governador Ratinho Junior.
Moro, vai precisar de boa estratégia para essa eleição estadual, quem sabe unir os políticos e lideranças conservadoras, e formar um grande bloco alinhado, com o pensamento progressista para a construção de um governo que atenda os anseios do povo paranaense, com proposta pró-trabalho, valores da família, segurança e justiça social.

Moro vai precisar ser mais político e menos juiz, para encontrar uma estratégia e se aproximar do grupo do Bolsonaro. Quer queira ou não, a corrente bolsonarista é muito forte no estado, e pode fazer a diferença nas eleições. Haja visto, a eleição em Curitiba, quando o Eduardo Pimentel precisou do apoio do seu vice Paulo Martins (PL) para vencer a candidata Cristina Graeml, conservadora raiz. A eleição só foi decidida em favor de Eduardo com o conservador bolsonarista, que tirou os preciosos votos da Cristina no segundo turno.
Outros nomes do grupo do governador

Dentro do grupo do governador há outros nomes importantes que também postulam uma possível candidatura, como o Guto Silva que atualmente está na Secretaria de Desenvolvimento, e o vice-governador Darci Piana, que já declarou ser pré-candidato ao Palácio Iguaçu.

SURPRESAS INESPERADAS
Nas últimas eleições houve consideravel número de votos em brancos, nulos e abstenções, que pressupõe rejeição dos eleitores aos candidatos da velha política. O povo não está feliz com a velha política, casado de promessas vazias, de políticos que mudam de partido como mudam de roupas. A riqueza do país é dividida entre servidores públicos e parceiros do governo.
Talvez o próximo governador seja alguém, cujo nome ainda não ventila na política, uma personalidade sem vício político, candidato conservador, com boa formação academica, de família tradicional paranaense, pessoa simples e trabalhadora, com propostas viáveis, sem demagogia com apoio do povo do campo e da cidade.
Portanto tudo pode acontecer no cenário político do Paraná. Vale lembrar, o que aconteceu nesta última eleição em Curitiba, quando a jornalista Cristina Graeml, que nem aparecia nas pesquisas, levou a campanha para o segundo turno, deixando para trás os figurões da política.
A política é a arte da guerra, um fato novo muda o cenário e os resultados, e tudo pode acontecer além das pesquisas.
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