Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 16 de dezembro de 2022

O futuro ministro da defesa José Múcio Monteiro, pretendia iniciar as transições esta semana, com os novos indicados de Lula para o comando das Forças Armadas.

No entanto, os atuais comandantes-gerais das Forças Armadas desistiram de antecipar a saída do cargo prevista para os próximos dias, e vão transmitir os comandos em cerimônias separadas a partir de janeiro de 2023, após a posse do candidato eleito pelas urnas eletrônicas eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o Estadão, em conversa de bastidores, o que não se pode confiar, por ser informal, era que os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, desejaria deixar a função antes da hora. Porém, a realidade é outra.

O gesto foi visto por aliados do petista como uma hostilidade política a Lula, que temem o as manifestações do povo nas ruas e em frente aos quartéis.

Risco

A desarticulação da mudança antecipada foi provocada por causa do risco de isolamento na Força Aérea. O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Baptista Júnior, desmarcou a passagem de comando que já organizava em Brasília para o dia 23 de dezembro. Ele havia inclusive feito convites pessoais a oficiais amigos. A cerimônia foi reagendada para 2 de janeiro.

Os comandantes do Exército, general Freire Gomes, e da Marinha, almirante Almir Garnier, não haviam escolhido uma data, nem confirmavam a decisão. Segundo militares das cúpulas das Forças, porém, a ideia era uma saída em conjunto.

Fonte: Estadão

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