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O presidente eleito Lula jantou nessa quinta-feira (8/12), em Brasília, de forma reservada, com o ministro do STF Luís Roberto Barroso.
O encontro, não divulgado pela assessoria do petista, aconteceu em meio ao julgamento, no Supremo, da validade do chamado “orçamento secreto”.
A Constituição Federal prevê a harmonia e a independência dos três poderes, no entanto, não deveria ter encontros secretos entre os mandatários do poder, nada que não que não fosse oficial e transparente. O vínculo pessoal compromete a imparcialidade e a credibilidade dos atos, razão pela qual um juiz deve se colocar como impedido de participar de certos atos processuais e julgamentos, por questão de lisura, honestidade e probridade.
Qual seria a conversa reservada entre o candidato Lula, eleito pelas uranas eletrônicas sem votos impresso, como o ministro Barroso do Superior Tribunal Federal, que também foi presidente do Tribunal Eleitoral?
Em 9 de novembro, Lula visitou ministros do STF na sede da corte. Barroso, porém, foi o único dos 11 magistrados ausente, pois estava viajando.
Barroso será o próximo presidente da Corte. Ele assumirá o posto em outubro de 2023, após a aposentadoria da ministra Rosa Weber.
Procurado pela coluna, Barroso não respondeu. A assessoria de Lula também não quis comentar o jantar entre ele e o magistrado.
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