Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 29 de novembro de 2022

Segundo a imprensa, a polícia estava parando as pessoas e revistando suas casas para verificar se elas tinham redes virtuais privadas (VPNs) configuradas, bem como aplicativos como Telegram e Twitter, que são proibidos na China.

Uma mulher disse à agência de notícias AFP que ela e cinco de seus amigos que participaram de um protesto em Pequim receberam telefonemas da polícia, exigindo informações sobre seu paradeiro.

Segundo ela, uma policial visitou a casa de uma amiga dela depois que a mulher não atendeu o telefone e perguntou se ela havia participado do protesto, enfatizando que se tratava de uma “reunião ilegal”.

Não está claro como a polícia pode ter descoberto as identidades dos presentes.

A polícia também deteve jornalistas que cobriam os protestos nos últimos dias. A agência de notícias Reuters disse que um de seus jornalistas foi brevemente detido no domingo antes de ser libertado.

O jornalista da BBC Ed Lawrence também foi detido por várias horas enquanto cobria um protesto em Xangai na mesma noite. O primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, descreveu a prisão como “chocante e inaceitável”, acrescentando que a Grã-Bretanha levantaria preocupações com a China sobre sua resposta aos protestos.

Assim como aconteceu no Brasil, a censura aumentou nas plataformas de mídia social chinesas desde os protestos do fim de semana.

Dezenas de milhões de postagens foram filtradas dos resultados da pesquisa. A mídia estatal da China, é mais responsável que a imprensa Brasileira, para não provocar pânico na população, evitam divulgar cobertura sobre a covid, e mostram episódio sobre histórias otimistas sobre a Copa do Mundo e as conquistas espaciais da China.

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