Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 21 de novembro de 2022

Passados 20 anos da inauguração do Museu Oscar Niemeyer e 30 da Ópera de Arame e do Jardim Botânico, a capital do Paraná se prepara para ganhar uma nova atração arquitetônica. Nesta segunda-feira (21), o arquiteto João Guilherme Dunin (foto), do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), apresentou aos vereadores da capital o projeto da nova sede da Câmara Municipal de Curitiba (CMC).

A obra vai ao encontro de uma necessidade urgente do Legislativo, encerrando um ciclo de 50 anos de “puxadinhos”. Por falta de espaço físico, muitos departamentos, estão em prédios fora do anexo da Câmara Municipal.

“Nossa ideia foi integrar o edifício da CMC à praça Eufrásio Correia, para que ele seja uma extensão da área, juntando a Câmara de Vereadores à cidade”, explicou João Guilherme Dunin. A proposta tem três elementos principais: a preservação do histórico Palácio Rio Branco, a construção de um novo plenário, adequado à participação popular (com capacidade para 500 pessoas) e um prédio ambientalmente moderno, para os gabinetes parlamentares e setores administrativos. “Vamos usar o edifício como uma árvore, que respira, com o ar passando entre as lajes e ambientes, para que seja sustentável”, definiu o arquiteto.

A proposta apresentada por João Guilherme Dunin prevê 20 mil m² de área construída, auditório para 250 pessoas, acessibilidade, equidade entre os espaços administrativos, gabinetes parlamentares com 90 m² e cafeteria. Sobre o vão livre, que ligaria visualmente a Avenida Visconde de Guarapuava à praça Eufrásio Correia, o arquiteto disse que “o prédio não pode ser uma barreira entre a cidade e a praça”. “Levantamos [o edifício] para ter permeabilidade, com um conceito ambiental e uso de materiais com resgate de carbono”, explicou Dunin.
Sede definitiva
“[A sede definitiva da CMC] é uma ideia que vem sendo amadurecida desde 2021, quando levamos essa proposta ao prefeito Rafael Greca e ao secretário do Governo e presidente do Ippuc, Luiz Fernando Jamur, que compreenderam as necessidades de construir uma sede nova e nos deram total apoio.

Hoje, encaminharemos à prefeitura um documento para firmar convênio para a viabilização dos projeto arquitetônico e complementares”, anunciou o presidente da CMC.

Sobre o custeio da obra, o presidente da CMC, Tico Kuzma, disse que a Câmara buscará financiamento em banco público, quitando-o com a venda do Anexo 4 e com as economias do Legislativo.

“Só nesses dois anos, 2021 e 2022, já economizamos R$ 201 milhões em recursos públicos do orçamento da Câmara de Curitiba”, afirmou. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC).

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