Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 13 de outubro de 2022

O plenário do TSE determinou, por maioria de votos, a remoção de vídeos do twitter do Brasil Paralelo, que vinculam Lula a esquemas de corrupção em seu governo.

A produtora Brasil Paralelo em protesto a decisão do TSE postou uma receita de bolo no Twitter.  A decisão editorial remete aos tempos da ditadura, quando os jornais ocupavam o espaço vago das matérias censuradas com receitas, poemas e outros textos, com mensagens subliminares em protesto a censura.

O plenário da Corte Eleitoral reverteu a decisão do ministro Paulo de Tarso Sanseverino por entender que o conteúdo não é uma “fake news”, mas sim um caso de desordem informacional, que une argumentos verdadeiros que pode induzir a conclusões errada.

O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, que deu o voto de desempate ao caso, disse que o conteúdo “é a manipulação de algumas premissas verdadeiras, onde se junta várias informações verdadeiras, que ocorreram, e [que] traz uma conclusão falsa, uma manipulação de premissas”.

Estaríamos o tribunal inaugurando um forma de censurar informações subliminares ou filtro de proteção contra denúncia criminosa?

Fonte: O Antagonista

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