Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 10 de agosto de 2022

O Tribunal Regional do Paraná, organizou nesta terça-feira (09/08), um encontro com algumas poucas pessoas para lançar sua pauta de campanha intitulada “Paz e Segurança nas Eleições” sob a coordenação do desembargador Welington de Manuel Coimbra de Moura,  presidente do TRE-PR.

O apresentador do evento, citou na abertura, que a reunião contava com diversas representações religiosas para assinar o pacto de acordo de cooperação, (na difusão de preceitos éticos e valores como respeito, solidariedade, harmonia e tolerância). Por incrível que pareça, esse pacto é tudo que falta para certos ministros do STF/TSE.

O TRE-PR, fez uma reunião quase minguada, pouquíssimas pessoas, talvez nem meia dúzia de representantes religiosos ou que se passaram por representante religioso. Não se falou quem são esses líderes e quais a suas entidades representadas.

Seria uma mini-reunião apenas para chancelar sua agenda “um pacto pela democracia” em nome da sociedade?

Se fala em democracia, mas desprezam aqueles que pensam contrário?

Curitiba tem hoje cerca de 40% de pessoas evangélicas de várias denominações, que são contribuintes e eleitores. As igrejas evangélicas são organizadas, e todas possuem uma sede central, com uma liderança que responde pelas congregações distritais.

Será que nesta reunião, intitulada “pacto pela democracia”, foram convidadas lideranças das igrejas: Assembleia de Deus, Batista, Presbiteriana, Quadrangular, Universal do Reino de Deus, Adventista do 7 Dias, Mundial da Graças… Provavelmente que não!

PAZ E SEGURANÇA

Paz e segurança nas eleições, parece soar hipocrisia, quando temos ministros na Suprema Corte, que são os mesmos ministros do TSE, que por sua vez perseguem conservadores. Cassam políticos que discordam ou questionam a segurança das urnas eletrônicas.

Ministros que obrigam as plataformas das redes sociais cancelar ou excluir todos aqueles, que usam termos ou palavras, das quais o Tribunal considera proibidas, e as denominam como “Fake News” ou desinformação. Aliás, questionar as urnas eletrônicas pode ser considerada desinformação.

Paz e segurança, quando o Tribunal Constituinte, se torna uma corte Legislativa ou Executiva? Justiça que solta condenados em segunda instância e condena juiz e promotor?

Evidente que o sistema judiciário brasileiro foi planejado para ser uma corte à serviço do rei. Advogados não concursados, sem magistratura, se tornam juízes, e esses indicados pelos Executivos, se tornam vitalício na corte máxima do Estado.

Essas relações de vínculos, tornam o judiciário dependente e aliado do político, o que favorece a corrupção e gera descredibilidade do poder judiciário.

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