Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 27 de novembro de 2019

Cientistas descobrem proteína que bloqueia célula imune e paralisa a progressão da esclerose sem afetar o sistema imunológico dos pacientes

Na esclerose múltipla, as barreiras que protegem o cérebro ficam vazadas, permitindo a invasão de algumas células imunes causadoras de doenças. Agora, os cientistas identificaram uma molécula chave no processo que ajuda as células B a romper as barreiras.

Em todo o mundo, mais de 2,3 milhões de pessoas têm esclerose múltipla , incluindo quase 1 milhão de adultos nos Estados Unidos. Os cientistas pensam que células imunes invasoras invadem o cérebro e retiram o revestimento protetor das células nervosas – levando a problemas neurológicos e incapacidade física à medida que a doença progride. Não há cura, e os tratamentos não funcionam para estágios avançados da esclerose múltipla.

Há mais de uma dúzia de medicamentos para tratar os sintomas da esclerose múltipla ( SN: 11/29/17 ), um dos quais utiliza anticorpos para destruir as células B do corpo. Mas essa abordagem enfraquece o sistema imunológico dos pacientes, abrindo as portas para futuras infecções ou câncer. Já no novo estudo, os pesquisadores estão se concentrando em impedir que as células B causadoras de doenças entrem no cérebro.

“Estamos tentando bloquear moléculas específicas que promovem a migração de células imunes para o cérebro, mas deixam intacta a vigilância imunológica do resto do corpo”, diz o neurocientista Alexandre Prat, do Centro de Pesquisa do Hospital da Universidade de Montreal. Science News

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