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Após 30 anos, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) confirmou que uma ossada encontrada no Paraná é do menino Leandro Bossi. O material genético, que estava armazenado pela Polícia Científica, foi enviado no ano passado para a Polícia Federal (PF), em Brasília. Após uma comparação com as amostras genéticas da mãe de Leandro, Paulina Bossi, a compatibilidade apontada foi de 99,99%.
A Sesp não confirma se a ossada é a mesma encontrada em 1993, no mesmo matagal em que o menino Evandro Ramos Caetano foi encontrado morto. Na ocasião, um exame apontou que a ossada seria de uma menina.
De acordo com o secretário Wagner Mesquita, é um avanço importante, que dá uma resposta para a família. “Ainda que tenha sido comparado anteriormente, por um laboratório privado, é um caso que nunca foi fechado. Estamos sempre buscando a tecnologia mais moderna, na busca para saber o que aconteceu”, disse.
Leandro Bossi desapareceu em 15 de fevereiro de 1992, aos 7 anos, na cidade de Guaratuba, no litoral do Paraná. De acordo com depoimentos da época, em especial do principal acusador do Caso Evandro, Diógenes Caetano dos Santos, o garoto foi raptado durante show do cantor Moraes Moreira, na Praia Central de Guaratuba. A polícia, no entanto, nunca conseguiu confirmar as suspeitas.
Em março do ano seguinte, 1993, uma ossada com as roupas de Leandro foi encontrada. A vítima estava próxima do local em que o corpo de Evandro foi encontrado, em 6 de abril de 1992. Exames confirmaram, porém, que o corpo seria de uma menina.
“As circunstâncias da morte são objeto de investigação de um inquérito policial que está arquivado há décadas. Nos próximos momentos a Polícia Civil poderá solicitar copia do inquérito e verificar como essas provas poderão impactar em uma nova investigação”.
O delegado responsável pela investigação de Leandro, Luiz Carlos de Oliveira, por vários anos sustentou que o corpo apontado como sendo de Evandro poderia ser, na verdade, de Leandro.
Em 1996, um garoto de Manaus, no Amazonas, chegou a se apresentar como Leandro. Após realização de DNA, porém, confirmou-se que o menino seria Diogo Rodrigo Moreira, de 10 anos. A suposta aparição ganhou destaque na mídia nacional e até carreata pela cidade de Guaratuba.
Ao longo de 30 anos, o pai de Leandro, João Bossi, foi um ativista na procura pelo filho. Ele morreu em março do ano passado. Uma das cenas finais da série ‘Caso Evandro’, da Globoplay, mostra João mostrando um terreno de Guaratuba que estaria destinado como herança para Leandro.
Na época do desaparecimento, a mãe de Leandro, Paulina Bossi, trabalhava no mais importante hotel de Guaratuba e Leandro costumeiramente brincava no local.
Fonte: AEN
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