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O prefeito João Rodrigues (PSD) decidiu adotar a internação compulsória de pessoas em situação de rua com dependência química em Chapecó, em Santa Catarina. Seis pessoas foram internadas desta forma nesta quinta-feira (24). A prefeitura estima que gastará entre R$ 300 mil e R$ 400 mil com a medida.
O prefeito tem o apoio da sociedade, que entende a necessidade de socorrer essas pessoas envolvidas com dependência química, sem esperança, no “fundo do poço”. Elas precisam de acolhimentos e atendimento médico. Estão sujeitas a violência, não respondem pelos seus atos, quando estão sob efeito das drogas, portanto, precisam ser tuteladas pelo Poder Público.
No entanto, em muitas cidades o poder público é omisso, e prefere acreditar no direito de escolha do dependente quimico, porque é mais fácil prevaricar. Quando se sabe que a pessoa envolvida pelas drogas, não tem a capacidade de decidir se não pelo uso contumaz das drogas a qual ela está presa compulsoriamente e escravisada. Portanto, cabe sim ao Estado tomar atitude e decidir por essas pessoas, que de alguma forma estão alienadas as drogas.
Nas publicações, o prefeito Rodrigues se mostra preocupado com essas pessoas que sofrem no relento, e acompanha pessoalmente o trabalho da equipe da assistência social. Na gravação de vídeo durante a operação, o prefeito comenta: “A partir de agora em Chapecó vai ser assim: o dependente químico de rua, voluntária ou involuntariamente, vai ser internado. Vamos agir, tentar salvar vidas mais uma vez, vamos lá. A operação vai acontecer diariamente, claro que não vamos fazer num mesmo dia”, disse o prefeito.
Segundo o professor de psicologia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) Moisés Romanini, é pessimista e não acredita na recuperação do indivíduo. Disse que a prática pode resultar “quase sempre” em novas internações dos pacientes.
Na opinião do professor, as recaídas são associadas à droga, e não às condições de vida do sujeito, que corriqueiramente não são alteradas por esse tipo de política. Contudo, vale a pena acreditar e investir no acolhimento e tratamento destas pessoas vulneráveis, que em muitos casos tudo que precisa é de uma chance. Fonte: Folha de S.Paulo
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