Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 22 de fevereiro de 2022

Presidente americano também determinou o envio de tropas em números equivalentes às russas na Belarus; medida é uma reação ao movimento de Putin, que reconheceu grupos separatistas na Ucrânia como independentes.

Em discurso realizado na Casa Branca nesta terça-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou um pacote de sanções contra a Rússia. As determinações incluem o bloqueio total em dois bancos russos, proibição de financiamento e negociação de dívidas com o mercado do Ocidente.

Biden também anunciou que autorizou o envio de mais forças e equipamentos militares dos EUA na Europa para “fortalecer” os aliados bálticos na Estônia, Letônia e Lituânia. De acordo com o presidente americano, o número de tropas adicionais deixará o contingente equivalente à quantidade de soldados russos na Belarus.

A medida é uma reação ao movimento do presidente russp, Vladimir Putin, que na segunda-feira (21) considerou grupos separatistas no leste da Ucrâcina como independente e determinou o envio de tropas para as duas regiões. Agora, a Rússia reconhece as autoproclamadas Repúblicas de Donetsk e Luhansk, comandadas por rebeldes contrários ao governo ucraniano.

Durante o pronunciamento, Biden afirmou que os EUA estão trabalhando em conjunto com a Alemanha para “garantir que o Nord Stream 2  não avance”. O gasoduto de 750 milhas que transportaria gás natural diretamente da Rússia para a Alemanha já foi construído, mas ainda não tem certificação para funcionar. Aliados da Otan consideram que o fornecimento de gás russo pelo Nord Stream 2 pode ser usado como pressão contra a Europa.

Dentro do pacote de sanções financeiras, o presidente dos EUA anunciou:

  • Bloqueio total em duas grandes instituições financeiras russas: VEB e o banco militar russo;
  • Restrições contra a dívida soberana da Rússia por meio da proibição de negociação e corte do financiamento ocidental;
  • Sanções às elites russas e seus familiares, que Biden afirmou compartilharem “os ganhos corruptos das políticas do Kremlin”.

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