Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 22 de janeiro de 2022

A Live Café da Boca deste sábado 22/01, entrevistou o pastor Silas Zdrojewski, presidente da 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Curitiba, que abordou sobre a igreja em tempos de pandemias e a capacidade de se reinventar e fazer diversas adaptações para superar as dificuldades perante a crise pandêmica.

O pastou Silas disse, que as igrejas foram surpreendidas com medidas radicais que impuseram o fechamento das portas e proíbiram os cultos, sem conversar com as lideranças das instituições religiosas. Pressupões que a democracia se faz com diálogo, ouvir as partes para juntos buscar soluções inteligêntes e coerentes.

Foi uma medida cautelar, porém, exagerada por parte de alguns gestores públicos, uma vez que as igrejas foram a instituições que mais contribuíram para a orientação e conscientização da sociedade nas medidas de controle de segurança e cuidados de higiene durante a pandemia.

Haja visto que todos os protocolos de segurança foram rigorosamente seguidos, desde a redução dos números de fiéis nos templos, distanciamentos, disposição de álcool gel e máscaras, limpeza e desinfecção do ambiente a cada nova reunião. Segundo pesquisa as igrejas foram consideradas ‘grau zero’ de contaminação por conta das medias adotadas no cuidado a covid-19.

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O pastor Silas fez questão de frisar que em momento algum a igreja deixou de atender os fiéis nas suas necessidades básicas de suprimentos, conselhos e confortos neste momento em que mais precisavam. A igreja teve que se reinventar, usou todo a criatividade para adaptar e manter os cultos Online, colocou todos seus cooperadores e lideranças para atendimento individual de cada membros e amigos.

A igreja mobilizou grupo de jovens voluntários, que ligavam para conversar com as pessoas e ouvir as atender nas medidas das suas necessidades, transmitindo palavras de conforto, esperança e paz. Os jovens cristãos são por natureza altruístas, e esse trabalho social faz bem para a própria estima e saúde emocional deles. Foi um período em que a igreja mais fez assistência social com envios de cesta-básica, suprimentos alimentares para as pessoas necessitadas.

A psicóloga Marisa Lobo, que tem mais de 12 livros editados sobre família e valores sociais, comentou que as medidas de alguns gestores públicos municipais, foi de veras drástico por sua forma radical, ao tentar confinar as pessoas dentro de casa. Fecharam as academias, proibiram as pessoas de fazer atividades físicas, sair ao parque, praças, correr… foi uma estupidez, um contrassenso.

Marisa disse, que como psicóloga, atendeu muitas pessoas em crise emocionais e até em situação vulneráveis de tentativa de suicídio por conta de medo e pânico rovocado pela propagação massiva da imprensa.

Segundo a psicóloga, as pessoas não podem viver dissociadas, é natural do ser humanos as relações sociais, isso faz bem para a produção da serotonina e outros neurotransmissores que têm a funções da felicidade e diversas atividades que regulam o ritmo cardíaco, do sono, do apetite, do humor, da memória e da temperatura do corpo.

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