Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 1 de dezembro de 2021

Placar foi de 47 votos a favor e 32 contra

O plenário do Senado Federal aprovou, por 47 votos a 32, a indicação do ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União André Mendonça para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) deixada pela aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello, há 4 meses.

O presidente da CCJ Davi Alcolumbre (DEM-AP) por questão política-ideológica e preconceituosa, protelou por quatro meses a sabatina de André Mendonça indicado ao cargo de ministro do STF.

Logo cedo, Mendonça foi sabatinado pelos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e aprovado com 18 votos a favor e outros 9 contra.

A indicação ficou parada na CCJ por mais de quatro meses, o maior tempo registrado até hoje. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), foi a primeira mulher a relatar uma indicação de ministro ao Supremo.  Antes da votação no plenário, Eliziane disse que nenhuma outra indicação foi carregada de tanta polêmica quanto de André Mendonça. Segundo ela, viu-se o debate religioso assumindo o lugar do debate sobre a reputação ilibada e o notório saber jurídico do candidato. “Ninguém pode ser vetado por sua orientação religiosa”, disse.

Fato é que ainda há na sociedade brasileira muito preconceito velado contra os evangélicos.
Parlamentares se apossam de discursos contra preconceitos disso ou daquilo, na verdade são terrivelmente contra os evangélicos.
Há pouco tempo, era comum apedrejar igreja de crente, vidraças eram quebradas, muitas delas incendiadas, pregadores eram presos por evangelizar em praças públicas, polícia adentrava fortemente armada nas igrejas para encerrar culto. Ser crente era sinônimo de fanáticos, barulhentos, pobres e feios. Muitas empresas negavam emprego para àqueles que se declarava crente ou evangélico na ficha cadastral.

Os crentes sofriam calados todas as violências e agressões, e ainda se sentiam envergonhados e culpados, como uma criança abusada por um pederasta. A unica esperança que havia para este povo sofrido, era que um dia Deus poderia mudar os rumos desta nação. Hoje é uma data muito importante para os “crentes” do Brasil, dia em que o Senado da Republica supera mais um paradigma, de suas tenebrosas páginas de preconceitos religiosos.

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