Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 20 de julho de 2021

A ditadura cubana bloqueou o funcionamento de ferramentas anti-censura. A Empresa de Telecomunicações de Cuba S.A., a Etecsa, implementou um filtro que impede o envio das palavras VPN – Rede Privada Virtual – e do nome da ferramenta “Psiphon” por mensagens de texto (SMS). A estatal possui o monopólio dos serviços de telecomunicações em Cuba.

A estratégia é evitar que os usuários repassem detalhes sobre o uso de VPNs, uma ferramenta essencial para contornar o bloqueio à imprensa independente e que também limita o acesso à publicação de vídeos de protestos nas redes sociais.

Quanto ao Psiphon, é um mecanismo amplamente utilizado na ilha, sobretudo após a restrição de acesso à internet no país. O aplicativo inclui diferentes mecanismos para evitar a censura, que são usados ​​por uma variedade de servidores, servidores  proxy e tecnologias VPN. Vários meios de comunicação recomendam seu uso para ler seu conteúdo em países com censura.

Este não é o primeiro bloqueio realizado pela Ectesa. Há cinco anos, outras palavras também foram limitadas pela estatal.

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