Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 3 de julho de 2021

Entrevista neste sábado dia (03/07) na Live Café da Boca, com Sandra Terena, esposa do jornalista Oswaldo Eustáquio, que foi preso por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. Oswaldo Eustáquio é jornalista formado em Comunicação Social, e foi preso acusado de atos inconstitucionais.

Sandra denúnciou que seu esposo o jornalista Oswaldo Eustáquio, disse que sofreu no cárcere tortura física e humilhação. Não lhe foi concedido o tratamento diferenciado previsto em lei, por possuir bachelado em curso superior. E como se não bastasse tal castigo, o jornalista ficou isolado por mais de quarenta dias, sem contato com famíliares ou advogado.

O jornalista foi amordaçado e impedido de exercer sua atividades jornalisticas. Hoje se encontra numa cadeira de roda e, continua em tratamento médico na busca de reabilitação. Depois de um ano preso, o jornalista foi liberado esta semana, e o processo foi arquivado por falta de provas.

Sandra contou que foi exonerada por conta da prisão do jornalista, que a situação afetou toda a família, trouxe angústia e sofrimento. Na ocasião da prisão do jornalista a Polícia Federal, recolheu todos equipamentos eletrônicos da família, inclusive os notebooks dos filhos, que tiveram dificuldade para continuar seus estudos online, inclusive foram reprovados.

Vivemos momentos tenebrosos de uma ditadura de toga, que nem mesmo no período do governo militar se viu nada igual. Um ministro com superpoderes, que manda prender, julga e condena um jornalista sem o devido direito a defesa e o contraditório, cujo processo nem o advogado tinha acesso.

O mais assombroso é o silêncio de órgãos de defesa da categoria, como o sindicato SINDIJOR-PR e a Federação Nacional de Jornalismo FENAJ, que não tomaram atitude para denunciar tal abuso de autoridade. O caso foi pouco divulgado na imprensa nacional, como que se nada houvesse acontecido.

Nem mesmo a OAB, interviu na situação, não se manifestou ou tomou qualquer atitude para cobrar do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, atos monocráticos da Suprema Corte, que impôs mordaça no jornalista e lhe tirou a liberdade de exercer suas atividades profissional.

Confira a entrevista na íntegra:

Veja Também