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O deputado Arilson Chiorato, coordenador da Comissão Parlamentar do Pedágio, participou da Live Café da Boca, nesta manhã de sábado (12/06) para esclarecer a situação do Novo Modelo de Pedágio proposto pelo governo Federal com anuência do governador Ratinho Junior. O deputado Chiorato garante que o novo modelo é uma enganação, que propõe menor custo nos primeiros anos de contrato, porém, ficará muito caro nos 20 anos finais.
Segundo o deputado, o ideal seria o governo assumir as rodovias e administrar os pedágios, cobrar tarifas módicas, promover a manutenção e conservação, para tornar o Paraná mais competitivo. Não há razão de passar para as concessionárias lucros previstos acima de R$ 70 bilhões, quando esse dinheiro deveria ficar nos cofres do Estado, para investimento em hospitais, escolas públicas, rodovias e ferrovias.
Chiorato coordenou o grupo de parlamentares paranaenses, que fez 17 audiências em várias regiões do interior do estado, para discutir sobre o melhor modelo de pedágio ao povo do Paraná. O modelo proposto pelo Governo Federal em acordo com o governador Ratinho Junior é lesivo ao povo do Paraná, no momento que propõe menor preço, porém, com mais praças de Pedágios, além de um contrato de 30 anos, que garante ajuste automática de 40% para os últimos 20 anos.
Atualmente existem 27 praças de pedágios, com as tarifas mais caras do Brasil, e pouco vai melhorar se continuar com esse contrato aprovado pelo governador do Paraná. Serão no total 3.327 quilômetros de rodovias pedagiadas no Paraná, com 42 praças, isso é em média, uma praça para cada 76 quilômetros. O deputado questiona também o prazo previsto de concessão, que serão de 30 anos, quando deveria ser no máximo de 20 anos.
O modelo de contrato que foi implementado no Rio Grande do Sul e Santa Catarina é mais justo e contempla apenas 20 anos de concessão. Os termos do contrato de concessão deverão ser efetivados no dia 31 de junho deste ano. A sociedade organizada tem apenas três semanas, para se manifestar contra esse sistema enganoso e lesivo, que mais favorece as concessionárias que os interesses da sociedade.
Veja a intrevista na íntegra:
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