Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 17 de setembro de 2026

Auditoria nas contas do Banco Master, aponta registros de pagamentos ao escritório de Dalide Corrêa, citada por executivos do Master como “canal direto com o STF

O Banco Master pagou 33 milhões de reais, em 2024, ao escritório da advogada Dalide Corrêa, ex-diretora-geral do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), instituição fundada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, segundo documentos de uma auditoria interna encontrados pela Polícia Federal (PF)

A informação é jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o veículo, Dalide também aparece em conversas de executivos da instituição financeira associada à expressão “canal direto com o STF”. Até o momento, a PF não fez juízo sobre a legalidade do contrato nem realizou diligências específicas sobre a prestação dos serviços.

Dalide Corrêa é uma advogada que atuou como diretora e negociadora de patrocínios do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) instituição de ensino fundada pelo ministro Gilmar Mendes, de quem foi assessora e colaboradora próxima. Dalide foi diretora jurídica da Caixa Economica Fedeeral e também foi citada na Lava Jato, no envolvimento com a JBS.

Segundo reportagem do Estadão, a auditoria identificou R$ 215 milhões em despesas do Master com escritórios de advocacia em 2024, ante R$ 76 milhões no ano anterior. Entre os maiores valores estavam R$ 40 milhões destinados ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e R$ 33 milhões ao Alves Corrêa, de Dalide.

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