Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 14 de setembro de 2026

A ala do Supremo que vota com Alexandre de Moraes, prepara uma série de manobras regimentais para tentar jogar o caso para depois das eleições de outubro.

Tudo isso para evitar que os debates calorosos da Corte, seja levado para os palanques das campanhas. Afinal a maioria dos ministros são em questão são indicados do presidente Lula e da Dilma.

A estratégia da ala ligada a Moraes, é a seguinte: em um primeiro momento tentar adiar a discussão por meio de um pedido de vista. Ministros como Gilmar Mendes e Flávio Dino têm enviado recados ao presidente da Corte, Edson Fachin, falando sobre os impactos eleitorais do julgamento do pedido de providências, marcado para a próxima terça-feira.

A ideia desse grupo é tentar adiá-la antes mesmo da discussão das chamadas preliminares – que são questões processuais e formais inerente a qualquer julgamento. Assim, seria possível, na visão dessa ala, preservar o Tribunal de eventuais impactos eleitorais.

Esse caminho já foi pavimentado com a guerra de ofícios do final de semana. Os ministros da ala Alexandrina vão argumentar que não tiveram tempo para analisar todas as provas do caso Master até o momento e que Mendonça demorou a derrubar o sigilo de boa parte das investigações. 

Neste aspecto, essa ala pretende alegar, inclusive, que parte do material ainda está sob sigilo ou sob custódia da Polícia Federal.

No entanto, a ala ligada a Mendonça pretende antecipar votos justamente para obrigar a Corte, ao menos, a discutir as questões preliminares do julgamento. O próprio presidente da Corte avalia adotar essa providência.

Caso o pedido de vista não dê certo, a turma alinhada a Alexandre de Moraes, conforme apurou O Antagonista, deve suscitar dois tipos de nulidades a princípio: um alegar parcialidade do julgador, no caso o ministro André Mendonça, e argumentar que não houve por parte dos magistrados acesso integral às provas.

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