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Vereador e candidato a deputado federal Guilherme Kilter (Novo) afirma que foi empurrado e ameaçado por assessor da deputada Gleissi Hoffmann, candidata ao Senado pelo Paraná
CURITIBA — O clima político esquentou na tarde deste sábado (12), em Curitiba, depois do ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Boca Maldita. Na chegada ao Hotel Bourbon, onde a comitiva participaria de um almoço, ocorreu um episódio envolvendo a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) e o vereador Guilherme Kilter (Novo), que também é candidato a deputado federal.
Kilter afirma que foi agredido e ameaçado por um assessor de Gleisi quando tentou abordar a deputada para fazer uma entrevista na entrada do hotel.
Segundo o vereador, ele se aproximou de Gleisi com sua equipe para realizar perguntas, mas teria sido imediatamente impedido por um integrante da assessoria. Kilter relata que houve empurrões e uma ação física e ameaça.
Diante do episódio, o vereador acionou a Polícia Militar e informou ter registrado um Boletim de Ocorrência. De acordo com Kilter, o documento será encaminhado à Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para as providências que entender cabíveis.
DUAS VERSÕES PARA O MESMO EPISÓDIO
A ocorrência, entretanto, tem versões diferentes.
De um lado, Kilter sustenta que houve agressão e afirma que sua abordagem foi interrompida de maneira truculenta.
De outro, pessoas ligadas à comitiva de Gleisi ouvidas no local afirmaram à Polícia Militar que não houve agressão, mas apenas uma intervenção necessária para afastar o vereador e sua equipe da deputada, com o objetivo de evitar que ela fosse constrangida naquele momento.
A Polícia Militar esteve no hotel após ser acionada e colheu informações de pessoas que estavam no local. Outros assessores também foram ouvidos e sustentaram a versão de que não teria ocorrido agressão.
POLÍTICA CADA VEZ MAIS TENSIONADA
O episódio acontece justamente em um sábado marcado pela forte movimentação política em Curitiba. Gleisi Hoffmann participou do ato de Lula na Boca Maldita, tradicional palco das manifestações políticas da capital paranaense.
Pouco depois, o ambiente político ganhou outro capítulo, desta vez nos corredores de um dos hotéis mais tradicionais da cidade.
A tentativa de entrevista de Kilter e a reação da equipe de Gleisi acabaram transformando uma abordagem política em uma ocorrência policial.
Agora, caberá às autoridades avaliar as circunstâncias do episódio e, principalmente, se houve excesso, ameaça ou agressão, como sustenta Kilter, ou apenas uma tentativa de afastamento, como afirmam os assessores da deputada.
Até que os fatos sejam devidamente apurados, permanecem duas versões para o mesmo acontecimento.
O CASO NÃO TERMINA NO BOURBON
Politicamente, o episódio também chama atenção porque envolve dois grupos que estarão diretamente envolvidos na disputa eleitoral de 2026.
Kilter, vereador pelo Novo, busca ampliar seu espaço político e disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. Gleisi, uma das principais lideranças nacionais do PT, participa da campanha de Lula no Paraná e também está no centro da disputa eleitoral pelo Senado.
O que começou como uma tentativa de entrevista terminou com Polícia Militar, boletim de ocorrência e acusações de ambos os lados.
Agora, a apuração oficial deverá esclarecer o que realmente aconteceu na entrada do Bourbon.
Na política, o debate pode ser duro. Mas é justamente a apuração dos fatos — e não apenas a versão de qualquer dos lados — que deve determinar onde termina a disputa política e onde começa um eventual abuso.
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