Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 4 de setembro de 2026

Candidato Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que espera autorização do plenário da Corte para investigar formalmente o ministro

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (4/9), em São Carlos (SP), que o ministro Alexandre de Moraes “não tem a menor condição de continuar” no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi dada em entrevista coletiva durante agenda ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Flávio defende o fim do inquérito das fake news, que nada mais é que uma forma de censura imposta pelo STF, também disse que vai propor um projeto de lei para criar um código de ética para a Corte, principalmente depois da investigações que relaciona ministros com o Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Flávio disse esperar que o plenário do Supremo autorize uma investigação formal contra Moraes. “É inadmissível chegarmos ao ponto de fazer o que Alexandre Moraes está fazendo”, afirmou. Segundo o candidato, a retirada do sigilo de documentos relacionados ao caso permitiu à população conhecer o conteúdo das investigações. “Hoje a população toda, em função do sigilo que foi retirado dessa investigação envolvendo o Banco Master, pôde ver como é que ele (Moraes) operava de Brasília”, declarou.

O caso ganhou repercussão após a Polícia Federal encontrar, em materiais apreendidos na investigação contra Vorcaro, mensagens e documentos que fazem referência a Moraes e a um contrato de cerca de R$ 131 milhões entre o banco e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

A crise se intensificou depois que o ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master no STF, determinou o levantamento do sigilo de parte do material produzido pela PF. A Procuradoria-Geral da República, porém, questionou a validade da apuração envolvendo Moraes e pediu a anulação de atos relacionados às conversas.

Em reação, Moraes encaminhou ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, informações que apontam possíveis irregularidades na condução de investigações sob relatoria de Mendonça e pediu providências. Fachin determinou que Moraes, Mendonça, o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre os procedimentos adotados.

Fonte: Correio Braziliense – foto: divulação Senado

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