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O fantasma do “Diário Secreto” volta a assombrar Alexandre Curi, que era diretor quando o GAECO fez uma varredura na Assembleia Legislativa do Paraná.
No entanto, Curi na entrevista se mostra covarde e imaturo ao se esquivar da responsabilidade e tentar transferir a culpa para os seus subordinados.
A participação de Alexandre Curi na primeira sabatina da RPC com candidatos ao Senado pelo Paraná, que abriu espaço para propostas, mas também trouxe à tona questões relacionadas à trajetória do deputado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
Curi foi entrevistado nesta segunda-feira (31) pelos jornalistas Roberson Jannuzzi, Ana Carolina Oleksy e Marcelo Rocha, durante o Meio-Dia Paraná.
A entrevista abordou sua trajetória na Assembleia e episódios que marcaram a história recente do Legislativo paranaense, temas de interesse estadual e nacional.
Alexandre Curi era diretor administrativo, junto com Abib Miguel, vulgo Bibinho, que no final assumiu a culpa por todos, e, no acordo ele se comprometeu a devolver R$ 258 milhões aos cofres públicos, contudo, e acabou recebendo uma sentença de 251 anos de reclusão.
Abib Miguel, conhecido como Bibinho e ex-diretor-geral da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), acumula penas expressivas em diferentes condenações ligadas ao escândalo dos “Diários Secretos”. A sua maior condenação chegou a 255 anos e seis meses de reclusão (posteriormente ajustada para 251 anos e seis meses pelo Tribunal de Justiça do Paraná) por dezenas de atos de lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O episódio Ademar Traiano
Outro assunto delicado relacionado à Assembleia envolve o deputado Ademar Traiano.
Traiano admitiu ter recebido propina durante as investigações relacionadas a um contrato da TV Assembleia e firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público do Paraná. O acordo envolveu a devolução dos valores e outras condições previstas pela legislação.
A questão política que permanece é outra: qual deve ser a postura de um parlamentar diante de um episódio dessa natureza quando ocupa posição de influência dentro da própria Assembleia?
Não se trata de atribuir a Curi a responsabilidade pelo comportamento de outro deputado. A cobrança, neste caso, é essencialmente política: como um futuro senador pretende defender mecanismos mais rigorosos de fiscalização e combate à corrupção em Brasília se sua própria trajetória política está associada a um período tão controverso da história administrativa da Assembleia?
CANDIDATO AO SENADO
Alexandre Curi candidato ao Senado, fala em levar para Brasília o modelo de gestão do Paraná.
Se a proposta é apresentar o Paraná como referência administrativa para o país, é inevitável perguntar qual Paraná será levado para Brasília.
O Paraná de uma Assembleia que ficou conhecida nacionalmente pelo escândalo dos “Diários Secretos”?
A resposta não depende apenas de discursos de campanha. Depende também da capacidade do candidato de enfrentar seu próprio passado político sem transferir responsabilidades, sem minimizar episódios controversos e sem fugir das perguntas difíceis.
Obs: o caso dos “Diários Secretos” foi um dos maiores escândalos de corrupção do estado do Paraná, revelando um esquema bilionário de desvio de dinheiro público e contratação de funcionários fantasmas dentro da Assembleia Legislativa do Paraná.
RAIZ DO MAL
Em 1969, Aníbal Khury chegou a ser preso e teve o mandato cassado sob acusações de corrupção e tráfico de influência.
Khury consolidou forte poder político nos bastidores do estado. Anos após sua morte, investigações como a série jornalística e as ações do Ministério Público conhecidas como os Diário Secreto revelaram um esquema bilionário de funcionários fantasmas e desvios na Alep. (G1.Globo)
O esquema de desvios teve raízes fincadas e estruturadas nas diretorias administrativas que operavam desde os tempos em que Khury comandava a mesa executiva da Assembleia. (Gazeta do Povo 18/05/2020).
As sabatinas da RPC para as Eleições 2026 contam com a condução de três jornalistas da emissora: Roberson Jannuzzi, Ana Carolina Oleksy e Marcelo Rocha As entrevistas ocorrem ao vivo durante o telejornal Meio-Dia Paraná.
por Jornalista Carlos Bahia – Foto: Captura de imagem RPC
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