Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 15 de agosto de 2026

A crise financeira atinge uma das maiores redes de departamento estima fecha 300 lojas e demitir milhares de colaboradores

Enfrentando forte crise financeira afeta as Casas Bahia que passa por reestruturação empresarial. Hoje muitas lojas amanheceram fechadas e a empresa demitiu mais de 1.900 funcionários. A companhia recorreu à recuperação extrajudicial, em 2024, para prorrogar as dívidas e reduzir custos. O processo envolveu cerca de R$ 4 bilhões em obrigações renegociadas.

O grupo que tem aproximadamente 1 mil lojas no país, estima fechar pelo menos 300 unidades. A Capital S/A apurou que a redução mais drástica da operação está ocorrendo hoje devido ao fechamento do último balanço financeiro da empresa. A divulgação dos resultados do segundo trimestre, inicialmente prevista para quarta-feira (12), foi adiada para hoje, podendo ser apresentada ao mercado até a próxima segunda-feira (17).

Por isso, a empresa explicou à coluna que não poderá informar, no momento, exatamente os números do impacto da decisão e quantas lojas estarão sendo fechadas. Mas confirmou que as unidades que hoje estavam de portas fechadas, como as do Conjunto Nacional e do Taguatinga Shopping, no DF, realmente foram desativadas.

O novo ajuste reflete o movimento de redução da rede física, reestruturação financeira e aposta nas vendas pelos canais digitais. Nos 12 meses encerrados em março, avaliando aberturas e fechamentos, o grupo fechou 26 lojas, foram 12 da bandeira Casas Bahia e 14 do Ponto Frio. Ao fim de 2025, eram 1.042 unidades, ante 1.064 um ano antes e 1.078 no fim de 2023.

A companhia vem acumulando prejuízos. No primeiro trimestre de 2026, registrou perda de quase R$ 1,1 bilhão, mais do que o dobro do resultado negativo observado no mesmo período do ano anterior. Em 2025, o prejuízo líquido consolidado não ajustado atingiu cerca de R$ 3 bilhões.

O executivo Renato Franklin assumiu as Casas Bahia, em maio de 2023, para liderar toda essa reestruturação. Foi definida a estratégia “volta ao básico”. A empresa enxugou custos, elevou margens e aumentou a produtividade de 10 mil vendedores.

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