Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 11 de agosto de 2026

A Cataia tem o nome cientifico de Drimys Brasiliensis Miers, é uma espécie nativa da Mata Atlântica, seu nome possui origem do tupi que significa “folha que queima”, sendo amplamente usada por suas propriedades medicinais. 

A Assembleia Legislativa aprovou, nesta terça-feira (11), o projeto de Lei 552/2026, que reconhece a Bebida Cataia como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Paraná. Espécie endêmica do litoral paranaense, a Drimys Brasiliensis Miers, faz parte das práticas comunitárias, celebrações e manifestações culturais da população caiçara.

O autor do projeto, aprovado em turno único, deputado estadual Goura (PDT), afirmou que a cataia é uma bebida tradicional, símbolo da cultura do litoral paranaense e que sua produção reúne conhecimentos e modos de fazer transmitidos entre gerações.

“A cataia está especialmente ligada às comunidades de Guaraqueçaba, das ilhas da Baía de Paranaguá e da Barra do Ararapira, no Litoral Norte do Paraná. Ela faz parte das práticas comunitárias, celebrações e manifestações culturais, como o fandango”, disse Goura. 

Drimys Brasiliensis Miers é uma espécie nativa da Mata Atlântica, seu nome possui origem do tupi que significa “folha que queima”, sendo amplamente usada por suas propriedades medicinais. 

Inicialmente utilizada como chá, a cataia se popularizou na região como uma bebida na década de 80, quando suas folhas foram misturadas com cachaça. A partir disso a bebida se popularizou e passou a ser conhecida também como “uísque caiçara”. 

Goura lembrou que as mulheres caiçaras têm papel fundamental na coleta, no beneficiamento e na manutenção dessa tradição, que expressa a relação histórica das comunidades com a Mata Atlântica e com seu território. 

“Sua valorização, além de contribuir para preservar a planta e fortalecer práticas sustentáveis de manejo, fortalece uma agenda mais ampla de valorização, regularização e fortalecimento da cadeia produtiva da cataia, que está associada também ao turismo de base comunitária, à gastronomia e à geração de renda no litoral”, afirmou.  Fonte: Assessoria foto:

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