Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 10 de agosto de 2026

A OMS alertou que uma forte recomendação contra a vacinação,, poderia ser “potencialmente muito prejudicial à confiança pública entre as mulheres grávidas”.

O comitê do Senado, revelou que o médico Antony Fauci discutiu em mensagem particular sobre os riscos da vacinação contra a COVID-19 para mulheres grávidas.

Em janeiro de 2921, O Dr. Anthony Fauci discutiu em privado preocupações sobre as vacinas de mRNA contra a COVID-19 para mulheres grávidas, incluindo questões sobre febre após a segunda dose e um risco teórico de aborto espontâneo durante o primeiro trimestre, de acordo com mensagens de texto recentemente divulgadas, obtidas de seu celular fornecido pelo governo.

A conversa envolveu Fauci, a então diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, Dra. Rochelle Walensky, e o Dr. Vivek Murthy, que mais tarde se tornaria o cirurgião-geral do ex-presidente Joe Biden.

Fauci afirmou que, como muitas pessoas apresentam sintomas significativos relacionados a citocinas e febre após uma segunda dose, essa reação “teoricamente poderia estar associada a aborto espontâneo no primeiro trimestre”, de acordo com as mensagens mostradas na página dois de documentos divulgados na segunda-feira pelos senadores Ron Johnson, republicano de Wisconsin, e Rand Paul, republicano de Kentucky.

“A troca de mensagens divulgada hoje pode ter um impacto imediato na saúde pública e no princípio do consentimento informado”, dizia o comunicado de imprensa de Johnson.

O comunicado questionou por que apenas três contatos foram listados por nome, enquanto todas as outras mensagens de texto foram identificadas apenas por números de telefone, entre as 34.000 mensagens de texto e 522 mensagens de voz.

“Ainda é muito cedo para determinar se algum dado foi apagado”, acrescentou o comunicado.

“Para proteger a privacidade das pessoas com quem o Dr. Fauci se comunicou, bem como mensagens pessoais não relacionadas às questões de saúde pública em que ele estava envolvido, será necessário tempo para analisar cuidadosamente o grande volume de informações que os senadores receberam.”

“O presidente Johnson, o presidente Paul e suas equipes trabalharão diligentemente e em cooperação para divulgar as informações relevantes ao público o mais breve possível.”

Inicialmente, Murthy perguntou se havia algum motivo para preferir a vacinação mais cedo ou mais tarde na gravidez e se as autoridades haviam observado evidências de resultados adversos entre gestantes que já haviam sido vacinadas.

Fauci, então diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, respondeu que não havia “dados ou razões teóricas” para acreditar que a vacinação no início da gravidez fosse preferível à vacinação mais tardia. Ele também afirmou que as preocupações de que uma vacina de mRNA pudesse alterar os genes de uma pessoa eram um equívoco.

Mais tarde naquela noite, porém, Fauci mencionou as evidências de problemas com a segunda dose da vacina para mulheres grávidas.

Walensky respondeu que era “definitivamente um bom ponto, especialmente após a segunda dose”. Murthy então escreveu que vinha ouvindo preocupações sobre o mRNA causando mutações em um feto em desenvolvimento e disse que a observação de Fauci sobre uma resposta de citocinas após a segunda dose era “um ponto realmente bom”.

No dia seguinte, após Murthy ter mencionado uma recomendação da Organização Mundial da Saúde, na época, que desaconselhava o uso da vacina da Moderna em mulheres gávidas devido à limitação de dados, Fauci enfatizou que as autoridades precisavam ponderar os riscos potenciais da vacinação em relação aos riscos representados pela própria COVID-19.

Ele escreveu que mais de 10.000 mulheres grávidas já haviam sido vacinadas sem que “nenhum problema” fosse relatado, que as diretrizes da Food and Drug Administration (FDA), do Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP) e do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas permitiam que as mulheres grávidas optaram pela vacinação e que os estudos de toxicologia em animais não haviam levantado preocupações.

Murthy respondeu que a recomendação da OMS o surpreendeu e alertou que uma forte recomendação contra a vacinação, baseada na falta de dados, poderia ser “potencialmente muito prejudicial à confiança pública entre as mulheres grávidas”. Walensky concordou e disse que levaria a questão para uma próxima reunião do ACIP.

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