Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 2 de agosto de 2026

O Partido Liberal (PL) oficializou, neste sábado (1º/8), a candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná durante convenção realizada em Curitiba.

O evento também confirmou Edson Vasconcelos (PL) como candidato a vice-governador e as candidaturas de Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado Federal.

Em discurso aos filiados, Moro destacou sua trajetória na magistratura e relembrou a atuação à frente da Operação Lava-Jato, investigação que lhe deu projeção nacional.

“Eu sou o juiz da Lava-Jato. Eu sou o juiz que comandou a maior operação da história do Brasil contra a corrupção.

Eu sou aquele que, munido da lei, da Justiça e da verdade, enviou para a prisão aquelas pessoas que roubaram o nosso país.

Poderosos ladrões foram presos e receberam o que mereciam. Eu sou como vocês. Aquele que assistiu, desconsolado, quando, por mentiras, por reviravolta política, jogaram um caminhão de mentiras contra a operação Lava-Jato”, afirmou.

Na disputa estadual, o PL integra uma coligação formada também por Podemos, Democracia Cristã e Novo. Pouco antes da convenção do PL, o Novo havia oficializado a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado, compondo a chapa da aliança.

Aos 54 anos, Sergio Moro é senador pelo Paraná, ex-juiz federal e professor universitário. Formado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e mestre pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), atuou por mais de duas décadas na magistratura federal, conduzindo processos relacionados ao combate ao crime organizado e à corrupção.

Como titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro ficou conhecido nacionalmente por conduzir ações da Operação Lava-Jato, entre elas o processo que resultou na condenação do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá. A decisão, proferida em 2017 e confirmada posteriormente por instâncias superiores, levou Lula à prisão em 2018.

Anos depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) formado com a maioria dos ministros nomeados pelo Lula e Dilma, mudaram o entendimento com pretexto para suspeição de Moro na condução do caso, entendendo que o julgamento deveria ser em Brasília e não na 4ª Justiça Federal em Curitiba. Fato que resultou na anulação das decisões e dos atos processuais relacionados ao processo, inclusive o do presidente Lula, que foi “descondenado” e inclusive ficou elegível para concorrer às eleições de 2022, o qual foi eleito presidente da República pelas “urnas eletrônicas”, sem votos impressos.

foto : Thiago Bahia

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