Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 17 de julho de 2026

Daniel Pérez afirmou, durante sabatina disse que vai acompanhar as eleições no Brasil e analisar a relação comercial. Pérez fala de sua atribuição: “o nossos interesses em comércio e investimentos, a construção de parcerias contra crimes transnacionais e tráfico de drogas, apoio às instituições democráticas, à liberdade de imprensa e à liberdade de expressão”.

Daniel Pérez, indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para chefiar a embaixada norte-americana no Brasil, afirmou que atuará em defesa de eleições livres e justas no país e vai analisar as informações sobre superávit da balança comercial com o Brasil.

As declarações foram dadas na quinta-feira (16/7), durante sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Senado norte-americano, um dia após o anúncio da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Durante a audiência, o senador democrata Tim Kaine perguntou se os Estados Unidos exportavam mais para o Brasil do que importavam. “Temos um superavit, senhor”, respondeu Pérez. Ao ser questionado se esse saldo era “enorme”, respondeu: “Sim, senador”.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), os Estados Unidos encerraram o último ano com superavit de aproximadamente US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 38 bilhões) no comércio com o Brasil.

A sobretaxa de 25% foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que justificou a medida como resposta a supostas “práticas comerciais desleais” adotadas pelo Brasil. A cobrança está prevista para entrar em vigor em 22 de julho.

Pérez, na sabatina apresentou as prioridades que pretende adotar caso seja confirmado no cargo. Segundo ele, sua atuação será voltada à proteção dos cidadãos norte-americanos, “o avanço dos nossos interesses em comércio e investimentos, a construção de parcerias contra crimes transnacionais e tráfico de drogas, apoio às instituições democráticas, à liberdade de imprensa e à liberdade de expressão”. Agência Brasil

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