Mesmo determinado a manter candidatura própria, o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB) é considerado uma das figuras mais estratégicas da eleição. Sua forte identificação com Curitiba e Região Metropolitana faz com que diversos grupos...
Mesmo determinado a manter candidatura própria, o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (MDB) é considerado uma das figuras mais estratégicas da eleição.
Sua forte identificação com Curitiba e Região Metropolitana faz com que diversos grupos políticos tentem atraí-lo para futuras alianças.
Há quem defenda que sua presença na chapa governista fortaleceria significativamente do goverenador, Sandro Alex (PSD) na capital.
Requião Filho (PDT) embora seja o segundo nas pesquisas de intenção de votos, ganharia um reforço extraordinário se composse uma chapa com ex-prefeito Rafael Greca.
Por outro lado, dirigentes do MDB avaliam que uma candidatura própria de Greca ao governo pode fortalecer a legenda proporcionalmente, ampliando as chances de eleger deputados estaduais e federais antes de uma eventual composição no segundo turno.
Pessuti defende cautela
O ex-governador Orlando Pessuti também é citado nas conversas de bastidores.
Segundo interlocutores, sua avaliação é que o MDB não deveria abrir mão de uma candidatura própria logo no primeiro turno. Para ele, manter um nome competitivo permitiria ampliar a bancada do partido e preservar poder de negociação para uma eventual aliança na etapa decisiva da eleição.
Perguntas que continuam sem resposta
Entre uma mesa e outra da Boca Maldita, algumas dúvidas seguem alimentando os debates políticos:
- Por que o candidato apoiado pelo governador ainda enfrenta dificuldades para transformar a elevada aprovação administrativa em intenção de voto?
- Por que o povo prefere votar em um candidato com menos experiência administrativa?
- A direita conseguirá construir uma candidatura unificada ou continuará dividindo seu eleitorado?
- A fragmentação do campo conservador poderá abrir espaço para o crescimento da esquerda na disputa pelo Senado?
Enquanto essas respostas não chegam, uma percepção parece reunir consenso entre os frequentadores da Boca Maldita: a eleição de 2026 ainda está longe de ser definida. As convenções partidárias, as alianças e as estratégias dos próximos meses poderão alterar significativamente o atual cenário político. Até lá, todas as movimentações permanecem no campo das articulações e especulações, enquanto as pesquisas continuam indicando liderança de Sergio Moro na corrida ao governo, mas com espaço para mudanças conforme as alianças evoluírem.
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