O presidente Donald Trump alertou que tomará todas as medidas que julgar necessárias caso o Irã não cumpra seus compromissos durante o novo acordo de 60 dias sobre o roteiro para a normalização das relações...
O presidente Donald Trump alertou que tomará todas as medidas que julgar necessárias caso o Irã não cumpra seus compromissos durante o novo acordo de 60 dias sobre o roteiro para a normalização das relações exteriores, após negociações na Suíça.
Teerã decidirá como utilizar quaisquer ativos que forem descongelados em virtude de um novo acordo com os Estados Unidos, afirmou um enviado iraniano na terça-feira, segundo a Reuters.
“O Irã é o único país que pode decidir o que fazer com seus ativos, que serão descongelados, e, portanto, rejeito qualquer alegação de que outro país teria alguma influência nessas decisões ou nesses processos”, disse Ali Bahreini, embaixador do Irã nas Nações Unidas em Genebra, a repórteres, segundo a publicação.
O vice-presidente JD Vance afirmou na segunda-feira que os EUA e o Catar teriam controle sobre os fundos quando fossem descongelados e que o dinheiro poderia ser gasto em milho, soja e trigo americanos.

O presidente Donald Trump também afirmou que o Departamento do Tesouro dos EUA liberaria os ativos iranianos “para uma conta de garantia, controlada pelos EUA, e que esses ativos serão usados para a compra de alimentos e suprimentos médicos, exclusivamente dos Estados Unidos, incluindo milho, trigo e soja”. Entretanto, Bahrein afirmou que os dois lados tiveram “conversas muito boas”.
O governo Trump mantém importantes forças militares americanas no Oriente Médio, apesar de ter suspendido o bloqueio naval ao Irã e de ter iniciado um período de negociação de 60 dias com o objetivo de garantir um acordo de longo prazo com Teerã.
Dois grupos de ataque de porta-aviões — o USS Abraham Lincoln e o USS George HW Bush — continuam operando no Mar Arábico, enquanto o presidente Donald Trump afirmou que as forças navais americanas permanecerão em posição mesmo após a reabertura do Estreito de Ormuz.
“Todos os naivios permanecerão em seus postos caso seja necessário restabelecer o bloqueio, o que, neste momento, parece altamente improvável”, escreveu Trump no Truth Social na terça-feira.
Os comentários fornecem a indicação mais clara até o momento de que o governo pretende manter sua influência militar sobre o Irã enquanto as negociações continuam, mesmo com as autoridades alardeando progressos em direção a um acordo mais amplo.
“O plano é manter o atual nível de tropas durante os 60 dias de negociações”, disse um alto funcionário americano a repórteres em uma teleconferência no dia 15 de junho. “Esperamos reduzi-las, mas ainda não estamos fazendo isso.”
O governo não apresentou um cronograma para a redução de sua presença militar na região, afirmando que qualquer retirada dependerá do progresso em direção a um acordo final.
“O acordo prevê a redução das forças militares na região após a assinatura de um acordo final”, acrescentou o oficial.
A decisão significa que o Pentágono manterá uma postura militar que recentemente incluiu cerca de 50.000 soldados destacados no Oriente Médio, uma das maiores concentrações de forças americanas na região em mais de duas décadas.
Este é um trecho de uma reportagem de Morgan Phillips, da Fox News.
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