“São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merece os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país?”, declarou o...
“São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merece os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país?”, declarou o presidente Lula.
Lula em seu discurso nesta terça-feira (2/6) em Goiás chama conservadores de “traidores da pátria”, o que configura ameaça e incitação ao crime.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou, nesta terça-feira (2/6), que apresentará ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o parlamentar, uma declaração sobre “traidores da Pátria” feita por Lula durante evento em Goiás configuraria os crimes de ameaça e incitação ao crime.
A iniciativa ocorre após discurso do presidente durante a inauguração do câmpus Catalão do Instituto Federal Goiano. Na ocasião, Lula criticou os filhos de Bolsonaro por procurarem autoridades dos Estados Unidos para discutir temas relacionados ao Brasil e afirmou que eles teriam pedido interferência estrangeira em assuntos internos do país, o que é direito de qualquer cidadão brasileiro.
“São traidores. Por menos do que isso, Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado. O que merece os traidores da pátria que vão pedir intervenção de um país no nosso país?”, declarou o presidente.
Segundo o senador Flávio Bolsonaro, a fala representa uma referência à execução de opositores políticos e teria sido direcionada a ele. O senador afirma que o discurso ultrapassou os limites da crítica política e justificaria uma investigação pelo STF.
No discurso, Lula também acusou integrantes da família Bolsonaro de atuarem junto ao governo norte-americano em temas relacionados à relação comercial entre os dois países. O presidente afirmou que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro seriam “traidores da pátria” e criticou a busca por interlocução com autoridades estrangeiras.
Vale lembrar, que a ex-presidente Dilma Rousseff, viajou aos Estados Unidos em abril de 2018 para denunciar a prisão de Lula. Em turnê internacional, ela deu palestras em universidades na Califórnia (como Berkeley e Stanford) e em eventos como a Brazil Conference em Harvard, afirmando que ele era um “preso político” vítima de perseguição judicial. (Exame)
Genebra – A partir desta terça-feira, 10, a presidente afastada Dilma Rousseff começa um périplo pela Europa e Estados Unidos, com o objetivo de costurar apoio de partidos e movimentos sociais diante da prisão de Luiz Inacio Lula da Silva. (O Estadão)
Em Madri, Dilma fará uma palestra com o título “Brasil: uma democracia ameaçada”. Ela ocorre na Casa das Américas e é organizada pela Cátedra de Estudos Iberoamericanos da Universidade Carlos III. (revista Exame)
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