Anvisa aprovou registro da primeira caneta emagrecedora brasileira produzida pela EMS, feita base de semaglutida . A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou no dia 26 de maio o registro da Ozivy, a primeira caneta...
Anvisa aprovou registro da primeira caneta emagrecedora brasileira produzida pela EMS, feita base de semaglutida .
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou no dia 26 de maio o registro da Ozivy, a primeira caneta emagrecedora brasileira feita com semaglutida, o mesmo princípio ativo do Ozempic.
Isso significa que o medicamento tem autorização para ser comercializado. Ele não deve chegar às prateleiras agora, no entanto. A EMS, laboratório responsável pela fabricação, prevê que isso aconteça em dois ou três meses — isto é, até agosto.
A estimativa tem sido divulgada por Marcus Sanchez, vice-presidente do laboratório, desde que a patente da semaglutida, que pertencia à empresa dinamarquesa Novo Nordisk, expirou no Brasil, em março.
A EMS poderá vender a Ozivy por até R$ 1.077,79, mesmo teto de preço do Ozempic nas doses iniciais. O valor não considera os impostos, que podem variar em cada estado.
Mas o preço definitivo ainda não foi divulgado pelo laboratório, que estima um valor mais baixo, com desconto de cerca de 30% em relação ao medicamento referência — ou seja, algo na faixa de R$ 755
Um estudo do Itaú BBA, setor do banco voltado a investidores, estima que a queda de preços das canetas nacionais, em relação às estrangeiras como o Ozempic, poderá ser de 50% em cinco anos, mas, por hora, não deve ultrapassar os 30%.

Não é incomum achar o Ozempic por valores mais baixos nas prateleiras, mas isso se deve a um desconto do laboratório, que pode ser reduzido sem aviso nem justificativa, diferentemente do preço de tabela, que não pode ter altas sem autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).
As canetas brasileiras em análise pela Anvisa serão em sua maioria similares, não genéricas, o que tem efeito direto na precificação dos medicamentos.

Baixa concorrência deve frear redução de preços
Mais de uma dezena pedidos para produção e importação de semaglutida são avaliados pela Anvisa, que concederá no máximo três autorizações por semestre — um trabalho, portanto, que deve se estender até o fim de 2027.
Isso significa que, embora outros laboratórios brasileiros queiram lançar suas canetas à base de semaglutida, elas não devem chegar todas de uma vez às farmácias.
Isso se deve não só à celeridade da Anvisa e suas aprovações, mas à necessidade de uma infraestrutura que pode custar bilhões para que as empresas sejam capazes de fabricar as versões nacionais.
O que é semaglutida?
A semaglutida, que teve a patente no Brasil expirada em março, é o princípio ativo do Ozempic. É considerada a segunda geração das canetas emagrecedoras, que levam à perda de até 15% do peso corporal.

Já foi superada, no entanto, pela tirzepatida, fármaco por trás do Mounjaro, da farmacêutica americana Eli Lilly, que pode levar à redução de até 22,5% do peso.
A liraglutida, princípio ativo da primeira geração, leva à redução de até 8% do peso. Apesar de logo ter sido ultrapassada,ela ainda é indicada para alguns pacientes — e, no Brasil, já tem versões nacionais e mais baratas (Oliri e Lirux, que também são da EMS).
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