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Vereador Lórens Nogueira (PP), presidente do Conselho de Eética é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR) por suposta prática de rachadinha.
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) admitiu, nesta quarta-feira (27), a representação por quebra de decoro parlamentar apresentada contra o vereador Lórens Nogueira (PP), investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Em pronunciamento no plenário, o presidente da Casa, Tico Kuzma (PSD), afirmou que o Legislativo municipal tomou conhecimento da operação na terça-feira (26) e, desde então, vem colaborando com as autoridades.
Segundo Kuzma, a Mesa Diretora recebeu, também na terça-feira, a representação por quebra de decoro parlamentar feita pela bancada do Partido Novo contra o vereador e deliberou, na manhã desta quarta, pela admissibilidade do pedido. Com isso, o caso será encaminhado à Corregedoria da Câmara de Curitiba, responsável pela análise preliminar e pela adoção das medidas regimentais pertinentes. A condução do processo ficará a cargo do vereador Sidnei Toaldo (Avante)
“A medida busca assegurar a adequada apuração no âmbito do Poder Legislativo, sem prejuízo das competências do Ministério Público e do Poder Judiciário”, afirmou o presidente da CMC. Kuzma também informou que recebeu e tramitou o pedido de renúncia de Lórens Nogueira à presidência e ao assento que ocupava no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. A Câmara dará seguimento aos trâmites para recompor o colegiado e eleger um novo presidente.
No pronunciamento, Tico Kuzma destacou que o Legislativo reafirma seu compromisso com a transparência e permanecerá à disposição das autoridades para colaborar com as apurações. O presidente também defendeu a preservação institucional da Câmara diante do caso. “A Câmara Municipal é maior do que qualquer conduta individual ou episódio isolado.
o vereador Guilherme Kilter (Novo) se pronunciou em nome da bancada do Partido Novo, autora da representação por quebra de decoro parlamentar. Segundo Kilter, a bancada protocolou o pedido após a operação do Gaeco, que cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados à investigação contra Lórens Nogueira.
Kilter afirmou que a bancada pediu ao Conselho de Ética que oficie o Gaeco para compartilhar as provas obtidas, além da oitiva de testemunhas. “Por conta dos crimes apurados, pedimos a cassação do mandato do vereador”, disse. Fonte: Câmara de Curitiba – Foto: ilustração
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