Publicado por: Carlos Borges Bahia
Publicado em 19 de maio de 2026

Parlamentares analisam admissibilidade da PEC 32/15 que reduz a maioridade penal. É preciso dar uma resposta ao clamor social, diz o relator.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira (19) o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. 

Os parlamentares analisam a admissibilidade da Proposta de Emenda à Contituição 32/2015. Se acolhida, a medida ainda terá de ser discutida por uma comissão especial.

Na última quarta-feira (13), a comissão realizou audiência pública sobre o tema, que dividiu a opinião dos participantes. Na ocasião, o relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), citou pesquisa recente que aponta que 90% dos brasileiros defendem a redução da maioridade penal.

Para o parlamentar, é preciso dar uma resposta ao clamor social. Ele argumenta ainda que a Constituição permite a mudança.

“O caminho mais técnico e equilibrado é manter a regra geral de inimputabilidade até os 18 anos e criar uma exceção para jovens de 16 e 17 anos em crimes de extrema gravidade”.

Na proposta, Coronel Assis prevê ainda a manutenção de garantias para os jovens, como o cumprimento de penas em unidades separadas dos adultos, procedimentos processuais específicos e a proibição de penas cruéis.

O advogado e membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves, é contra a proposta que reduz a maioridade penal como medida coercitiva a delinquência juvenil: “oportunista e demagógica”, com fins eleitoreiros às vésperas do pleito deste ano.

Grupo contra a redução protestam e culpam o Estado pela delinquência juvenil: “Reduzir a idade penal seria como reconhecer a incapacidade do Estado em educar e incluir socialmente seus adolescentes”.

Agência Brasil

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