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Ao menos 52% dos entrevistados neste momento, disseram que não votariam no filho de Jair Bolsonaro de jeito nenhum.
Percebe-se que, a pesquisa mostra o quanto que uma suspeita de Flávio Bolsonaro, tem mais peso diante dos eleitores, que todas as denúncias de corrupção de Lula na Operação da Lava Jato.
Segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira (20), 52% dos entrevistados afirmaram que “não votariam de jeito nenhum” em Flávio Bolsonaro. O número coloca o senador numericamente acima de Lula no quesito rejeição e acende um alerta dentro do campo conservador, principalmente porque a diferença aparece justamente após o desgaste provocado por acusações e ataques políticos relacionados ao patrocínio do Banco Master.
O resultado mostra como parte do eleitorado conservador reage rapidamente a qualquer suspeita envolvendo figuras identificadas com a direita. Analistas observam que muitos apoiadores desse segmento possuem perfil mais rigoroso em relação à conduta moral e ética de seus representantes, exigindo postura considerada “ilibada” e tolerância quase zero para escândalos ou associações negativas.
Nos bastidores políticos, aliados avaliam que a repercussão negativa foi amplificada por adversários e ganhou forte espaço na grande imprensa, produzindo impacto imediato nos índices eleitorais. O desgaste acabou refletido já na primeira pesquisa divulgada após o episódio.
A consequência pode favorecer não apenas Lula, mas também outros nomes da direita que disputam espaço no eleitorado conservador. Entre os possíveis beneficiados aparecem o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do (PSD), ambos vistos como alternativas viáveis dentro do campo conservador.
Em abril, a própria AtlasIntel já apontava Lula como o pré-candidato mais rejeitado, com 51%, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia logo atrás, com 49,8%. Agora, o cenário mostra uma inversão simbólica que pode ter efeitos estratégicos importantes nas articulações para 2026.
O levantamento também mostra que o governo federal continua enfrentando desgaste. Segundo os dados, 51,3% desaprovam a gestão Lula, enquanto 47,4% aprovam. Outros 1,3% não souberam responder. Na avaliação geral do governo, 48,4% classificam a administração como ruim ou péssima, enquanto 42,9% consideram ótima ou boa.
A pesquisa ouviu 5.032 eleitores entre os dias 13 e 18 de maio, com recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral. sob o número BR-06939/2026
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