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Senador Flávio Bolsonaro, disse, que põe a mão no fogo pelo irmão, e que o dinheiro do patrocínio foram para custeio do filme
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta sexta-feira (15/5) estar “tranquilo, firme e seguro”, em relação ao dinheiro recebido como patrocínio de R$ 134 milhões recebido em 2024 do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vale lembrar, que o apresentador Luciano Huck (Globo) em 2025/26 recebeu R$ 160 milhões em patrocínio do mesmo banqueiro.
O dinheiro, segundo ele, foi destinado para financiamento do filme Dark Horse (termo em inglês para “azarão”). Ele garantiu que nada foi repassado indevidamente para o seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que encontra-se refugiado nos Estados Unidos.
Durante a entrevista para a CNN Brasil, Flávio disse que não foi pego na mentira ao negar, inicialmente o questionamento dos repórteres, por motivo de claúsula contratual que determina sigilo do patrocinador, uma vez que não utilizou dinheiro público da lei Rouanet.
“Se alguém não compreendeu a razão da minha obrigação em me comportar daquele jeito, eu peço desculpas. Eu sabia que eles [adversáros políticos] iam jogar sujo. Nós sabemos o método do PT de querer dar uma facada no adversário que está na frente nas pesquisas”, argumentou.
Ele disse que, se eleito, vai conseguir classificar o Comando Vermelho (CV) e Primeiro comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, e que está disposto a pôr a própria vida em risco, em prol do país. Sobre decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que determinou uma investigação para saber se emendas de deputados do PL foram enviadas para a realização do projeto, ele garantiu que não isso não ocorre.
Eduardo prestará explicações
Questionado sobre o papel do irmão no projeto do filme, onde ele seria uma espécie de produtor executivo, responsável por administrar a verba, segundo nova reportagem do portal Intercept Brasil, ele disse que seu irmão deve estar preparando um vídeo, que será divulgado nas próximas horas, com as explicações. Não existe crime algum ser produtor de uma produção cinematográfica.
“Então, está todo mundo muito tranquilo. Só ficamos chateados, obviamente, de ter que perder tempo em explicar, mas vou fazer isso. Eu sou pessoa pública, eu tenho que vir a público e explicar, dar os detalhes o tempo que for necessário. Mas, assim, quando a gente quer fazer tudo legal, tudo bonitinho, acontece isso. É por isso que tantas pessoas boas do Brasil estão deixando de investir no Brasil”, declarou.
Ele acrescentou que existia uma dificuldade de encontrar investidores para o filme “porque as pessoas tinham medo”. Segundo ele, medo do ministro do STF Alexandre de Moraes. Fonte: Correio Braziliense
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